Crédito: ACritica.NET

Lucro dos grandes bancos alcança R$ 26,2 bi no segundo trimestre

Resultado foi impulsionado por queda da inadimplência e avanço nas receitas com serviços e crédito

Por Cantarino Brasileiro*

Os quatro maiores bancos de capital aberto do país — Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Banco do Brasil — registraram um lucro líquido somado de R$ 26,2 bilhões no segundo trimestre de 2025, um avanço de 14,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. O crescimento foi sustentado principalmente pela redução da inadimplência, aumento na concessão de crédito e expansão das receitas com serviços.

Os dados foram consolidados pela equipe do Valor Data, com base nos balanços divulgados por cada instituição. O Banco do Brasil liderou o ranking de rentabilidade com um retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de 21,6%, seguido por Itaú (21,3%), Santander (14,1%) e Bradesco (11,4%).

Analistas destacaram a queda consistente da inadimplência como um dos principais motores para a melhora nos resultados. No caso do Itaú, o índice de inadimplência caiu de 3% para 2,8% na comparação anual.

No Bradesco, o lucro líquido recorrente ficou em R$ 4,52 bilhões, com queda de 6,8% em relação ao mesmo trimestre de 2024, mas ainda assim acima das expectativas do mercado. O banco também teve redução na inadimplência e nas despesas com provisões.

O Santander Brasil teve lucro líquido gerencial de R$ 2,84 bilhões, crescimento de 4,4% em um ano. A instituição destacou o desempenho no crédito e nas receitas com tarifas como impulsionadores do avanço. Já o Banco do Brasil apresentou um lucro líquido ajustado de R$ 9,3 bilhões, 24,8% acima do segundo trimestre do ano anterior, com forte crescimento na carteira de crédito, sobretudo no agronegócio.

A combinação de corte de juros, melhora do mercado de trabalho e menor inadimplência criou um ambiente mais favorável para os bancos, segundo analistas. A expectativa é de que esse cenário continue impulsionando os resultados nos próximos trimestres.

Com esse desempenho, os bancos reforçaram sua posição de protagonismo no mercado financeiro brasileiro, sinalizando uma possível retomada mais firme da lucratividade no setor, após um período de pressão sobre margens e inadimplência nos últimos anos.

*Escrito com IA generativa

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