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Latino-americanos começam a ter rotina com dia e hora para comprar criptos, diz Bitso

Por Claudia Mancini
Com praticamente dia e hora marcados, a compra de criptomoedas já parece fazer parte do planejamento financeiro de parte dos usuários. Isso porque uma pesquisa da Exchange Bitso mostra que no Brasil e em outros mercados da América Latina em que a empresa atua, o maior volume de compra acontece na primeira semana de cada mês, ou seja, no período de recebimento de salários.
No caso dos brasileiros, os dias de pico das compras foram 5 e 8 no primeiro semestre, “com tendência marcante de negociação na primeira parte do mês e preferência pelo horário do meio-dia para trading, de acordo com a segunda edição do relatório “Panorama Cripto na América Latina”.
Para a Bitso, isso reflete uma mudança da visão especulativa a estratégica. “A inclusão de criptoativos no portfólio já não é mais uma simples aposta de risco, mas uma oportunidade de diversificação e potencialização dos retornos. Vemos também que muitas pessoas deixam operações agendadas e programam compras ou vendas para quando o preço do ativo atinge um determinado valor. Conforme essas práticas se tornem mais comuns, os padrões de negociação tendem a se estabilizar ficam mais consistentes”, disse Thales Freitas, CEO.
O relatório analisou o comportamento da base da empresa nos países em que opera, ou seja, Argentina, Brasil, Colômbia e México. Para isso, considerou a base de mais de 8 milhões de usuários da plataforma da Bitso, durante o primeiro semestre de 2024. A primeira edição do panorama é do segundo semestre de 2024.
No primeiro semestre, a Bitso registrou um crescimento de 15% (México) a 18% (Brasil) na quantidade de clientes na América Latina, impulsionados por questões como o halving do bitcoin e os ETFs nos Estados Unidos. Pela primeira vez na história da Bitso, mais da metade dos usuários registrados estão fora do México, seu país de origem. “Na primeira metade deste ano, testemunhamos marcos significativos que fortaleceram a confiança na indústria cripto e impulsionaram o crescimento da base de usuários em todos os países onde a Bitso opera”, completou o CEO no Brasil.
O estudo mostra ainda que o Brasil é o país com a maior proporção de bitcoin da região, com 60% do portfólio médio. A média na região é de 53% – sem variação significativa sobre o último semestre de 2023 – sendo a global de 53,37%. No último semestre de 2023, o percentual era de 58%. A segunda principal cripto varia de acordo com o mercado. Mas, quando o assunto é diversificação das carteiras, o país apresenta a menor delas na comparação com os outros países, enquanto o México é o com maior diversidade.
Regionalmente, em 30 de junho de 2024, 43% dos usuários possuíam um ativo em seu portfólio, 21% tinham dois ativos e 36% mantinham três ou mais. No Brasil, os percentuais eram de 59%, 17% e 24%, respectivamente. Para Freitas, a pouca diversificação das carteiras com ativos mais líquidos no Brasil, como moeda fiat e stablecoins, e a alta concentração em bitcoin e altcoins, sinaliza uma estratégia patrimonial voltada a ganhos maiores no longo prazo.
Ao mesmo tempo, cresceu a compra de altcoins e memecoins, embora ainda com percentuais pequenos. Nessas categorias, dois destaques foram a Solana, que ganhou tração com o desempenho recente da blockchain em aspectos como escalabilidade, e a memecoin Pepe.
Em relação ao perfil dos usuários, a maioria dos brasileiros permanece concentrada na faixa etária de 25 a 34 anos, assim como ocorre nos demais países. Porém, há um crescimento gradual do uso dos serviços entre as pessoas acima dessa faixa de idade. Isso pode ser resultado de melhorias na educação financeira e de maior habilidade digital entre essas pessoas.
Mas, houve uma queda significativa de usuárias mulheres. No final de 2023, eram 31% do total no Brasil, enquanto na primeira metade deste ano eram 25%.
(Fonte: Blocknews, parceiro da Cantarino Brasileiro)

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