Banco Central revela alta na taxa de juros, impactando o crédito e endividamento em fevereiro de 2025
Por Cantarino Brasileiro*
A taxa média de juros para famílias e empresas no Brasil alcançou 43,7% ao ano em fevereiro nas concessões de empréstimos de crédito livre, segundo dados divulgados pelo Banco Central. Este aumento significativo, de 1,5 ponto percentual em apenas um mês e 3,4 pontos percentuais ao longo de 12 meses, acompanha um cenário de elevação da taxa Selic, estabelecida atualmente em 14,25% pelo Comitê de Política Monetária do BC. “O aumento é necessário para conter a inflação ao encarecer o crédito e estimular a poupança” , informou o Banco Central. As informações são da Agência Brasil.
O setor de famílias sentiu um impacto ainda maior, com a taxa média de juros livres aumentando para 56,3% ao ano. Este incremento é atribuído, especialmente, a operações de cartão de crédito rotativo, que chegaram a 450,6% ao ano. Na última segunda-feira (7), a situação se agravou com a alta de 9,6 pontos percentuais no mês. O crédito parcelado de cartões também não ficou isento de variações, atingindo 181,8% ao ano, um aumento de 7,2 pontos percentuais no mês.
Em contrapartida, as empresas registraram uma taxa média de crédito livre em 23,9% ao ano, apresentando uma leve redução de 0,2 ponto percentual. Apesar disso, a taxa ainda teve um aumento de 2,3 pontos percentuais em comparação ao mesmo período do ano anterior.
O Banco Central destacou ainda que tanto o efeito taxa quanto a alteração na composição dos saldos contribuíram para a elevação das taxas médias de juros do crédito livre. Em termos de crédito direcionado, que segue normas do governo, a taxa para pessoas físicas fixou-se em 10,5% ao ano, enquanto para empresas, ajustou-se para 13,5%.
No mês de fevereiro, o volume de concessões de crédito totalizou R$ 575,5 bilhões, refletindo uma queda de 1,2% em relação a janeiro, com uma redução de 4,2% nas operações para pessoas físicas e um aumento de 2,7% para as empresas. Porém, o estoque geral dos empréstimos cresceu 0,4%, chegando a R$ 6,486 trilhões, em parte devido a um aumento de 3,6% nos títulos públicos de dívida.
Quanto ao endividamento das famílias, ele se manteve equilibrado em fevereiro, com uma inadimplência de 3,3% e uma elevação da dívida pessoal para 48,7% da renda acumulada em 12 meses. Essa situação evidencia a pressão intensa que as altas taxas de juros exercem sobre o orçamento familiar, levando a uma discussão contínua sobre a eficácia das políticas monetárias do Banco Central no enfrentamento da inflação no país.
*Escrito com IA generativa