Instituição financeira atinge rentabilidade de 24,3% e registra avanço anual de 7,8% no resultado
O Itaú Unibanco divulgou o seu balanço oficial referente ao 2º trimestre de 2026. Entre os meses de abril e junho, o banco apurou um lucro recorrente de R$ 12,4 bilhões, número que veio alinhado ao consenso de mercado. O montante representa um crescimento de 7,8% na comparação com o mesmo período do ano anterior e uma elevação de 1% frente ao primeiro trimestre deste ano.
A instituição registrou um retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de 24,3% no período, reafirmando elevados patamares de rentabilidade dentro do setor bancário nacional. O desempenho foi sustentado pela expansão das operações de crédito e por uma gestão rigorosa da qualidade da carteira.
Expansão do crédito e estabilidade na inadimplência
A carteira de crédito total do Itaú Unibanco encerrou o segundo trimestre alcançando a marca de R$ 1,5 trilhão. O saldo representa uma expansão de 9,6% na comparação anual e um crescimento de 2,7% em relação aos três primeiros meses do ano. A margem financeira com clientes acompanhou a evolução do volume de empréstimos e avançou 3,3% no trimestre.
Mesmo com a expansão na oferta de crédito, o banco manteve o indicador de inadimplência acima de 90 dias em patamar controlado, situando-se em 1,9%. Paralelamente, as despesas com perda esperada associada ao crédito — Provisão para Devedores Duvidosos (PDD) — somaram R$ 10,13 bilhões no trimestre, com alta de 7,4% na comparação anual e de 1,9% no confronto trimestral.
Desempenho de serviços e ajuste nas projeções
No segmento de serviços e seguros, as receitas apresentaram uma variação positiva mais modesta, subindo 0,4% no período. O avanço foi impulsionado pelo incremento no volume de taxas de administração de fundos, mas acabou atenuado pela redução nas receitas de meios de pagamento e recebimentos, consequência de reajustes comerciais efetuados em pacotes de tarifas.
Em decorrência do ritmo verificado nessa área, o Itaú revisou sua projeção anual (guidance) para a expansão das receitas com serviços e seguros para o intervalo entre 2% e 5% em 2026 (ante a estimativa anterior de 5% a 9%). O banco reafirmou, contudo, que todas as demais metas e projeções financeiras estipuladas para o exercício do ano permanecem inalteradas.