Itaú avança na modalidade ‘as a service’ com custódia de ativos digitais

Banco anunciou início das operações com ativos tokenizados para 2023

A partir do segundo trimestre de 2023 o Itaú Unibanco passará a oferecer um novo serviço de custódia para ativos digitais. Apesar de inicialmente estar vinculado aos produtos desta natureza oferecidos pelo próprio banco, o anúncio realizado na quinta-feira (17), ressalta que a intenção da instituição é expandir posteriormente a oportunidade para clientes corporativos e institucionais na modalidade “as a service”.

De acordo com uma matéria publicada pelo portal Info Money, o serviço será ofertado no âmbito do Itaú Digital Assets, unidade especificamente voltada ao mundo da tokenização, lançado em junho. O departamento será liderado por José Augusto Antunes, que acumula passagens por Abn Amro, B3 e Safra, além das empresas especializadas em cripto 2TM, controladora do Mercado Bitcoin, e a corretora Crypto.com.

Desde a abertura da nova unidade, há seis meses, a instituição sinalizava com a possibilidade de entrar no ramo de custódia, com a expectativa de que o marco legal dos criptoativos fosse aprovado ainda em 2022.

Na reportagem, o diretor de Mesas e Produtos do Itaú Unibanco, Eric Altafim, afirma que a instituição traz a expertise do modelo tradicional somada à tecnologia blockchain com todos os protocolos de segurança para proteger, gerenciar e manter a guarda de criptomoedas e tokens.

Para o executivo, a custódia é fundamental no setor de criptoativos por se tratar de algo muito novo, de modo que é importante garantir segurança para os investidores. Sua expectativa é de que o mercado de capitais no Brasil vai ter uma forte transformação rumo à adoção de valores mobiliários tokenizados por conta da ampla redução de custos e simplificação de operações.

Apesar disso, o texto menciona que a nova iniciativa do Itaú chega justamente em uma situação de crise de confiança no setor cripto. O motivo apontado para este cenário foi a falência da FTX, fato que traz consequências para todo o segmento e atinge a Gemini, responsável pela custódia dos ativos do ETF BITI11, lançado pelo Itaú na semana passada.

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