Inclusão financeira e o impacto social

Inclusão financeira e o impacto social

Inclusão financeira é a expressão do momento. Em algumas falas, ela tem a legítima intenção de impacto social, em outras, tem o legítimo interesse comercial sobre um segmento enorme de nossa economia, que é o nosso alicerce, que movimenta trilhões de reais e que ignora muitas crises financeiras e muitas políticas econômicas.

Várias são as iniciativas dirigidas para a inclusão, com grandes corporações voltando seus interesses para o setor, em que residem muitas oportunidades. A “fintechzação” de nossa economia também trouxe uma série de vantagens para esse segmento: a democratização do crédito com aumento da oferta de qualidade de produtos e serviços financeiros acessíveis a todos que tiverem um smartphone e uma internet com banda larga.

Conflito baixo se pensarmos nas regiões Sul e Sudeste do país. Mas estou falando de inclusão social, distribuição de renda e erradicação de pobreza.

Qual será a penetração dessas tecnologias democráticas no Sertão nordestino? E no norte do estado do Mato Grosso? Sem dúvida, a iniciativa tech é válida, só é preciso atentar para que não venha a ser mais do mesmo nem mais para o mesmo, pois assim pouco vamos contribuir para aliviar nossa desigualdade social.

Fazer da inclusão financeira um pilar da inclusão social e tornar a inclusão social um impacto com que se possa lidar só é possível num modelo híbrido quando se fala de Brasil. Híbrido ou digital como dito modernamente. Mas aqui temos um novo desafio: o

físico permite uma análise subjetiva de um cliente rarefeito em dados de cadastro, o digital fica “perneta” em informações; o físico é mais custoso e assertivo, o digital mais barato e arriscado nesse mercado.

Enfim, como um sábio me disse certa vez: “Dado não é verdade e modelo não é realidade, mas é o melhor que a gente tem”. Levei um tempo para entender que cada fornecedor de produto e serviço financeiro, disposto a operar no “vazio institucional” teria de construir sua própria modelagem de crédito, baseada em suas próprias experiências, a fim de

ter sucesso.

Que sigamos juntos, firmes e fortes no trabalho por um país mais democrático, capaz de proporcionar a todos oportunidades equivalentes.

Por Nicolau Neto, presidente da ABSCM – Associação Brasileira das Sociedades de Microcrédito*
*Artigo publicado no INformativo CB | Bancos, Telcos e Utilities. Baixe e leia a publicação completa.

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