A Internacional Finance Corporation (IFC), braço do Banco Mundial para o setor privado, investiu 30% a mais do que previa no Brasil no ano fiscal de 2021. Foram 2,85 bilhões de dólares, o que colocou o País no quarto maior portfólio da IFC no mundo.
Do valor total, 1,108 bilhão de dólares foram de recursos próprios da IFC e 1,745 bilhão de dólares vieram de bancos privados. Entre os projetos estão iluminação pública, rodovias, trem metropolitano e um que é o primeiro financiamento em infraestrutura da IFC ligado a métricas de sustentabilidade na América Latina.
O projeto financiado foi para a empresa estadual de saneamento do Rio Grande do Sul, a Corsan, com meta de reduzir o nível de desperdício de água de 44% para 35%. É uma das maneiras de o IFC aplicar o conceito ESG de forma objetiva. Mas não a única.
A instituição também está intensificando o uso de métricas para combater o “greenwashing” — jargão utilizado para a prática indevida do uso de ESG.
A verdade é que, ao passo em que os investimentos em fundos ESG alavancaram, também aumentou o número de instituições que passaram a alardear práticas ambientais, sociais e de governança corporativa mais como instrumento de marketing que, efetivamente, um compromisso.
É o famoso querer surfar nessa “onda verde” apenas para lucrar mais, sem se importar verdadeiramente com a causa.
Insights CB – Edição nº 04
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Ponto de Vista – Um horizonte de possibilidade para as fintechs