Além de a inteligência artificial ajudar a identificar comportamentos suspeitos e fraudes, a aplicação da tecnologia em cibersegurança é fundamental, à medida que o cibercriminosos também ganham acesso a ferramentas de ML (máquina de aprendizado), interação em linguagem natural e outros recursos cognitivos. “Já vimos um case em que o bot seleciona alguns perfis no Tweeter, aprende o estilo de postagem e escreve na mesma linguagem do usuário, o que multiplica a chance de sucesso de um phishing”, exemplifica Alexandre Del Rey, presidente da I2AI (International Association of Artificial Intelligence) e palestrante no painel Como a I.A. se tornou uma poderosa aliada no combate ao crime financeiro, durante o Ciab 2019.
Thiago Bordini, diretor de inteligência cibernética da New Space, observa que no Brasil, além do combate à lavagem de dinheiro, phisihing e outros incidentes típicos do sistema financeiro, há uma forte vertente de aplicação de IA para prevenção a golpes por engenharia social. Ele adverte que em cibersegurança o desenvolvimento contínuo é ainda mais importante. “O crime vai se adaptando todo dia e hoje os fraudadores mais sofisticados já têm um plano para mudar de rumo quando a ML começa a entender o golpe”, conta.
Nuno Pires, vice-presidente da FeedZai, menciona que uma das maiores contribuições da IA no combate à fraude é aumentar a granularidade da segmentação de clientes, o que já é uma prioridade para áreas de produtos e de marketing. “Quanto mais dados de qualidade se tem sobre o cliente, mais se conhece seu comportamento e o contexto em que podem ocorrer determinadas transações ou procedimentos”, diz.