por Gabriel Neves
Membro Executivo da IA4FIN e atua desde 2014 em tecnologia para o mercado financeiro, com atuação voltada a infraestrutura, cloud e Saas para os players do mercado.
Em junho de 2026, o governo dos EUA restringiu, por segurança nacional, o acesso aos modelos de IA mais avançados da Anthropic a cidadãos americanos. A empresa suspendeu a disponibilidade enquanto negociava, e o acesso só voltou semanas depois. Da noite para o dia, organizações no mundo inteiro descobriram que uma capacidade embutida em seus processos podia deixar de existir por decisão de um governo estrangeiro, sem aviso e sem recurso.
O episódio não é acidente de percurso. Desde janeiro de 2025, quando os EUA publicaram o framework de difusão de IA, o mundo foi dividido em camadas: aliados com acesso irrestrito a GPUs avançadas, adversários banidos e todo o resto, sujeito a cotas e autorizações. A regra foi revista e flexibilizada caso a caso, mas a lógica permaneceu: computação avançada como instrumento de política externa, distribuída conforme alinhamento geopolítico, não conforme demanda de mercado.
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