O cérebro criativo: por que boas ideias precisam de espaço para florescer

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por Helena Levorato

Embaixadora da IA4FIN e líder do pilar Liderança, criatividade e performance mental

Eu ainda fico surpresa quando observo como tratamos a criatividade como se ela fosse uma espécie de dom ou privilégio, algo que algumas pessoas simplesmente têm e outras não, ou como se as ideias surgissem do nada, em um momento raro de inspiração. Quando estudamos o cérebro com mais atenção, percebemos que a criatividade é muito menos mágica do que parece e, ao mesmo tempo, muito mais intencional, porque ela revela uma das capacidades mais sofisticadas da mente humana, que é a de transformar experiências, memórias, emoções e conhecimentos em novas possibilidades.

Penso que esse talvez seja o primeiro ponto que precisamos compreender melhor: criar não é apenas ter uma ideia diferente, mas sim conseguir conectar elementos que, até então, pareciam isolados, como uma conversa que tivemos, um problema que observamos, uma lembrança antiga, um conhecimento técnico, uma imagem, uma dor do mercado, uma pergunta ainda sem resposta.

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