por Rogério Melfi
Embaixador da IA4FIN e líder do pilar Infraestrutura de negócios e regulação
Para quem trabalha na fronteira entre tecnologia e finanças, a Inteligência Artificial parou de ser apenas uma ferramenta sofisticada para melhorar a experiência do cliente ou otimizar campanhas de marketing. No atual cenário do Open Finance e das fintechs, os algoritmos e modelos de Machine Learning assumiram um papel muito mais sério: eles passaram a desempenhar funções que, até pouco tempo atrás, eram exercidas predominantemente pelo próprio Estado.
Para entender como a tecnologia assumiu essa função, é preciso olhar para a incapacidade prática do setor público de acompanhar o volume monumental de dados produzido pela economia digital. Bilhões de transações via Pix, TED, cartões e outros meios de pagamento tornam inviável um modelo de fiscalização baseado exclusivamente na atuação direta dos órgãos públicos. A resposta regulatória foi exigir que as próprias instituições financeiras passassem a monitorar, identificar e impedir operações potencialmente ilícitas em tempo real.
Mas como um banco bloqueia uma fraude no momento exato em que ela acontece? A única resposta viável é a Inteligência Artificial.