por Helena Levorato
Embaixadora da IA4FIN e líder do pilar Liderança, criatividade e performance mental
Eu tenho acompanhado com bastante interesse todo esse entusiasmo em torno do ganho de produtividade trazido pela inteligência artificial nas empresas e, de fato, ele é real, porque hoje conseguimos organizar informações, estruturar apresentações, revisar textos, gerar hipóteses e acelerar tarefas que antes consumiam horas. Mas, ao mesmo tempo em que vejo esse ganho acontecendo, comecei a pensar em uma outra questão, talvez menos óbvia, que é o quanto dessa produtividade vem acompanhada também de uma transferência de etapas do nosso próprio pensamento para a tecnologia.
Quanto mais usamos essas ferramentas no dia a dia, mais importante me parece observar não apenas o que estamos conseguindo fazer mais rápido, mas quais partes do raciocínio deixamos de percorrer quando a IA passa a antecipar respostas, organizar ideias e até definir caminhos antes de nós.