por Claudia Mancini
Fundadora e Publisher do Blocknews
As criptomoedas passaram a semana com o impacto da expectativa e a confirmação do tarifaço de Donald Trump, que derrubou os mercados, inclusive o das moedas digitais. Por aqui, o Banco Central avisou que vai apertar a fiscalização desses ativos. E sobre fiscalização, a CVM determinou que Eike Batista paralise a oferta de sua cripto no Brasil. Enquanto isso, Larry Fink, CEO da BlackRock, foi só elogios aos ativos digitais, o Itaú pode ter um mega novidade em cripto e uma gigante do setor fará um IPO nos EUA. Rola a página para saber mais!
Banco Central fecha o cerco
O Banco Central do Brasil (BC) deixou claro que vai aumentar a fiscalização sobre criptoativos em 2025. As novas regras abrangem a classificação de stablecoins no mercado de câmbio e monitoramento de transações P2P. Atualmente, o BC já está coletando dados diretamente das exchanges e promete cruzar informações.
BlackRock surpreende com relatório pró-cripto
Larry Fink, CEO da maior gestora de ativos do mundo, fez elogios ao bitcoin em seu relatório anual. A BlackRock, que já tem um ETF de BTC com US$ 50 bi, agora mira a tokenização de ativos tradicionais. Além disso, Fink disse que o bitcoin pode ser alternativa caso o dólar perca força.
Circle anuncia IPO com USDC no centro
Enquanto isso, a Circle (emissora do USDC) deu o pontapé para seu IPO na Bolsa de NY. Detalhe curioso: 85% das reservas da stablecoin são geridas pela… BlackRock! O USDC tem US$ 43,9 bi em circulação, mas a concorrência com o USDT da Tether segue acirrada.
Itaú entra na dança
Enquanto os grandes jogam, o Itaú sinaliza que pode lançar sua própria stablecoin – em dólar ou real. A estratégia do banco é oferecer benefícios para quem usar sua moeda digital. Mas o projeto depende do aval do BC, que ainda discute as regras do setor.
CVM age contra Eike Batista
A CVM suspendeu a oferta da criptomoeda ligada ao projeto de cana-de-açúcar de Eike Batista e impôs uma multa de R$ 100 mil por descumprimento. O regulador entendeu que a cripto é um valor mobiliário e os participantes não têm autorização para fazer oferta do produto.
Bitcoin sente o baque das tarifas de Trump
O anúncio de novas tarifas de importação pelos EUA (que variam de 10% a 50%) derrubou os mercados globais – e o bitcoin não escapou. A cripto caiu 5% em 24h, com US$ 180 milhões em posições alavancadas liquidadas. Analistas veem dois lados:
- No curto prazo, a correlação com mercados tradicionais pesa;
- A longo prazo, as tarifas podem enfraquecer o dólar – o que historicamente beneficia o BTC.
Essas foram as principais notícias da semana. Obrigado por terem lido até aqui.
Até a próxima edição!