por Mary Ballesta
Embaixadora da IA4FIN e líder do pilar Estratégia de escala, dados e economia de ecossistemas
Durante muito tempo, o mercado buscou os famosos “oceanos azuis” — espaços de mercado inexplorados e livres de concorrência. Mas a realidade do setor financeiro em 2026, hiperconectado e comoditizado, nos apresenta um novo cenário. Estamos entrando na era dos black oceans.
Diferente do vermelho (saturado) ou do azul (virgem), o “oceano preto” representa profundidade. São espaços de alto valor que não estão visíveis na superfície. Para encontrá-los, não basta nadar; é preciso mergulhar. Exige fôlego, equipamento (governança) e coragem para ir onde a luz do óbvio não chega.
Assumo a liderança do pilar de Estratégia de Escala, Dados e Economia de Ecossistemas na IA4FIN para guiar esse mergulho. Minha vivência em nove países da América Latina e a liderança em grandes instituições me ensinaram que a inovação superficial — aquela do hype e dos pilotos eternos — não sobrevive à pressão.