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Google faz parceria com o Pentágono para vigilância militar

O Google, que antes evitava colaborar com militares, confirmou por meio de sua assessoria, uma parceria com o Departamento de Defesa dos EUA, no Projeto Marven  para analisar imagens de drones com tecnologias de inteligência artificial, após essas informações chegarem à imprensa internacional por meio de uma fonte que não quis se identificar.

A empresa afirmou que está provendo ao Pentágono as APIs TensorFlow para ajudar militares a detectar objetos em imagens por machine learning e visão por computador.  A tecnologia sinaliza imagens para análise humana e serve apenas para uso não ofensivo, disse um porta-voz do Google. O uso militar de aprendizagem de máquina naturalmente levanta preocupações válidas”, afirmou.

Em 2014, após comprar a DeepMind, empresa especializada em inteligência artificial, o Google criou um comitê de ética para garantir que não houvesse abuso de sua tecnologia.  Quando adquiriu várias empresas de robótica, chegou a tirar uma delas de uma concorrência do Pentágono. Depois de comprar a Skybox, o Google cancelou alguns dos contratos relacionados à defesa e depois acabou vendendo o negócio.

De acordo com o site Gizmodo, as informações sobre o fornecimento de tecnologia para o Projeto Marven foram compartilhadas em uma lista de correspondência interna do Google e alguns funcionários ficaram indignados com o fato de a empresa ter oferecido recursos aos militares para tecnologias de vigilância nas operações com drones.

O Maven é um projeto criado em abril de 2017 cuja descrição oficial é de “acelerar a integração do Departamento de Defesa com big data e machine learning”. A proposta inicial era de utilizar a tecnologia para seleção de imagens coletadas por drones.

Segundo relatório de julho de 2017 do Center of New American Security, a quantidade de imagens produzidas era tamanha que era impossível para um ser humano analisá-las. Assim, o objetivo do projeto era de automatizar a detecção de objetos capturados pelas lentes em 38 categorias.

Em agosto, James Mattis, secretário de defesa dos EUA, se reuniu com executivos do Google para discutir as melhores formas de usar inteligência artificial, computação em nuvem e segurança cibernética no Pentágono. Milo Medin, executivo do Google, e Eric Schmidt, ex-presidente executivo do conselho da Alphabet, fazem parte do Conselho de Inovação da Defesa, um comitê federal independente, e assessoraram o Pentágono em análise de dados e possíveis soluções baseadas em nuvem.

A mudança de postura do Google acontece no momento em que o governo dos EUA se tornou um grande cliente de computação em nuvem, enquanto o Pentágono está recorrendo ao setor de tecnologia em busca de novas ferramentas e estratégias, incluindo inteligência artificial. Além disso, seu negócio de computação em nuvem concorre com AWS, Microsoft entre outras empresas.

*Com informações da agência Bloomberg.

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