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Gestão de pagamentos ainda é o principal ponto fraco das PMEs

Por João Miranda*

Com um número crescente de pagamentos realizados por cartões – segundo a pesquisa Beyond Cashback: Credit Cards and The Premiumisation of Consumer Payments da Euromonitor International, houve crescimento de 5% em 2017, enquanto o dinheiro teve apenas 1% – e a popularização das transações virtuais, a gestão de pagamentos passa a ser cada vez mais importante às pequenas e médias empresas. Afinal, qualquer erro de planejamento pode impactar as operações e, em alguns casos, prejudicar o andamento do negócio.

Grande parte dos erros é proveniente das próprias soluções de pagamento atuais. Uma boa parcela das tecnologias apresenta arredondamentos errôneos de transação, diferenças entre as operações e o que foi creditado na conta bancária, além dos aluguéis de maquininhas de cartão cobrados indevidamente. A gestão de todas essas informações, quando impactadas por soluções que não oferecem uma boa visualização dos pagamentos e conciliação, torna-se uma tarefa dificultosa.

Fora isso, os gestores ainda precisam encontrar maneiras de atuar com tecnologias e ferramentas ultrapassadas, que não estão 100% integradas com sua solução de frente de caixa. Assim, a conferência e a conciliação dos produtos vendidos com o que foi realmente pago são dificultadas em virtude da defasagem tecnológica.

As grandes empresas normalmente não passam por essa situação por conta do uso de medidas de ERP, frente de caixa ou conciliador. Para as PMEs, o cenário é muito mais árduo devido ao alto custo de ferramentas capazes de resolver esses problemas.

Nesse meio, fintechs, startups e diversas outras organizações estão olhando para o setor com maior atenção, visando oferecer soluções para problemas recorrentes. Essas companhias buscam auxiliar os estabelecimentos ao fornecer medidas que sejam integradas com os pagamentos e com uma visualização simplificada de análise dos recebíveis. Nelas, além do pagamento, o gestor tem acesso a um painel no qual o estabelecimento consegue verificar, por meio de um calendário, o valor que já ganhou, o que ainda vai receber e os possíveis débitos.

Assim, tanto as PMEs quanto as empresas de porte grande podem se beneficiar de novas plataformas criadas por fintechs e startups, uma vez que resolvem problemas de gestão de pagamentos nas empresas menores e diminuem o custo das soluções atuais em grandes companhias, beneficiando toda a cadeia de pagamentos.

*João Miranda é fundador da Hash lab, empresa de tecnologia para o ecossistema de meios de pagamentos.

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