O evento foi encerrado com a palestra “A evolução do Blockchain: o que esperar do futuro da tecnologia”, ministrada por Gustavo Paro, da Microsoft, que salientou que a empresa não trabalha com a tradição, mas com a inovação. Isso fez com que o presidente da Microsoft, Satya Nadela, impulsionasse o valor das ações de US$ 33 para US$ 79, em quatro anos.
De acordo com Paro, a tendência, no futuro, é integrar a blockchain com outras tecnologias. “A rastreabilidade de alimentos, por exemplo, é possível em razão da integração da blockchain com o IoT, o que muda muita coisa nas indústrias,” avalia. O desafio, segundo o executivo, é como transformar o status quo, o legado das companhias, em um novo modelo. A Microsoft, lançou em 2015 a plataforma de Blockchain como Serviços (BaaS, sigla em inglês) no Azure, sua nuvem pública. Por meio dela, empresas dos mais diversos segmentos podem criar laboratórios próprios de testes em blockchain.
Além disso, Paro comentou como a blockchain pode tornar os negócios, em diversos segmentos, mais eficientes, ágeis e com custo reduzido. “Blockchain é uma plataforma de segurança distribuída – não há um único detentor das informações -, com imutabilidade das transações e transparência nos modelos públicos e possibilidade de restrição à determinadas informações nos modelos privados ou permissionários,” assinalou.
Sobre as blockchain privadas, o executivo explicou que a Microsoft tem parceria direta com a R3, consórcio que integra 90 dos 100 maiores bancos do mundo. Todos os testes para o modelo privado são feitos na plataforma da empresa. Outra iniciativa é o consórcio Enterprise Ethereum Aliance, com mais de 140 membros, do qual a Microsoft é um dos membros fundadores. A ideia é atender a demanda do mercado corporativo e criar requisitos mínimos para acolher diversas indústrias com modelos de negócios de blockchain.