Fundos ESG crescem em números e diversidade no país, aponta Economatica

Essa semana, a Economatica, empresa que fornece um sistema de análise de investimentos sobre mercados de capitais das principais economias da América Latina e EUA,  divulgou um compilado dos principais dados dos fundos com certificação Anbima ESG e relacionados à causa para compreender os principais dados do setor. A conclusão foi de que os fundos ESG no Brasil têm crescido em número e em diversidade de metodologias adotadas e têm se mostrado como uma opção de investimento atraente para investidores conscientes, que buscam não apenas retornos financeiros, mas também impacto social e ambiental positivo. 

A amostra contempla 53 fundos que adotam as características ESG, ou estão relacionados às boas práticas. Dentre o perfil dos fundos, 30 foram classificados como investimento em ações, 13 com foco em previdência e 10 são considerados fundos de renda fixa. A Gestora que possui maior quantidade de fundos da amostra é a Bram – Bradesco Asset Management, com oito fundos ESG; seguido pelo BB Asset Management, com sete fundos. Elas são também as maiores gestoras da indústria de fundos como um todo, tanto em patrimônio gerido, quantidade de fundos ativos e cotistas.

O compilado mostra ainda o aumento considerável da quantidade de fundos que investem no segmento nos últimos dez anos: em 2013, eram apenas dez fundos com esse foco, contra 53 este ano. A conclusão é que, embora seja uma amostra pequena no total da indústria, os números mostram uma evolução e o nascimento de uma nova classe de investimentos.

Além dos fundos, a quantidade de cotistas cresceu consideravelmente, partindo de 380 cotistas há dez anos para os atuais 42 mil cotistas vinculados a essa classe de fundos.

Segundo a análise, “a performance dos fundos ESG no mercado tem sido notável”. O fundo mais longevo da amostra, o Santander Ethical Ações Sustentabilidade, iniciado em 2001, apresenta uma performance de 796,58% no período. Já o Acess Equity World FIA, gerido pelo BNP Paribas, acumula uma performance de 468,43% desde seu início em 2011. Logo depois, vem o Calritas Valor FIA com 430,57% desde 2010 e o BB Ações ESG IS, com 356,23% desde 2015, quando foi criado. 

Na janela de 24 meses, o destaque é para o fundo SulAmérica Crédito ESG, gerido pela SulAmérica Investimentos, com performance de 26,84%. Dentre os fundos que melhor performaram nessa janela estão os fundos de renda fixa com foco em crédito. Na mesma janela, o destaque negativo ficou para os fundos da Neo Future e Neo Navitas gestão de recursos, com -36,7% e -25,89% no mesmo período, respectivamente.

Embora nos últimos anos o interesse por investimentos sustentáveis tenha crescido significativamente, levando ao surgimento desse tipo de produto, a análise reforça que, como em qualquer tipo de investimento, é importante que os investidores façam sua própria pesquisa e entendam os riscos envolvidos antes de investir.

(Fonte: Assessoria de Imprensa)

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