O mediador Diego Kolling, head da estratégia bitcoin da Méliuz, e os painelistas Bernardo Srur, diretor-presidente da ABCripto; João Paulo Pereira, senior subject matter expert – AI and DeFi do Inter; e João Paulo Oliveira, CEO Noxpay, evidenciaram que o dinheiro programável já ultrapassou a fase de experimentação para se tornar uma infraestrutura crítica de eficiência financeira.
Segundo os especialistas convidados para a discussão, cerca de 85% do volume de criptoativos reportado à Receita Federal já é de stablecoins. Assim, o debate focou em como essa tecnologia está deixando o campo das ideias para se tornar a principal ferramenta para a globalização de negócios e a tokenização de ativos.
Sob a ótica institucional, o debate aprofundou-se na evolução do DREX e na tokenização de Ativos do Mundo Real (RWA). Ficou evidente que a tecnologia blockchain está sendo utilizada para destravar valor na economia real, permitindo, por exemplo, que recebíveis de cartão de crédito ou commodities agrícolas sirvam de lastro para a emissão de tokens.
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Essa dinâmica cria um novo modelo de “supply chain finance“, em que a liquidez flui de maneira automatizada e segura, reduzindo riscos e custos operacionais em transações B2B complexas.
No cenário de pagamentos globais, as stablecoins foram apontadas como a tecnologia que finalmente encontrou o ajuste ideal de mercado (product-market fit). Com volumes transacionados que já superam amplamente o Bitcoin no reporte à Receita Federal, esses ativos estáveis estão resolvendo as fricções do câmbio tradicional.
A discussão ilustrou ainda como a integração entre o PIX e as stablecoins está permitindo que empresas e consumidores brasileiros acessem o mercado internacional com liquidação instantânea e custos reduzidos em comparação aos cartões internacionais e transferências SWIFT.