Guga Stocco, keynote speaker do Fórum Bancos & Banking 2026

Fórum B&B – O futuro invisível: como a IA e o “dinheiro generativo” estão mudando nossa cultura

Se você pudesse dormir hoje e acordar apenas em 2031, que tipo de sociedade encontraria? Para Guga Stocco, especialista que abriu as discussões no Fórum Bancos & Banking, a resposta é clara: você acordaria em um mundo onde a Inteligência Artificial não é mais uma ferramenta de trabalho, mas a própria base da cultura, do consumo e da engrenagem financeira.

Em sua palestra de abertura, ele trouxe provocações profundas sobre o “fim da transformação digital”, o surgimento dos ativos autônomos e como a tecnologia está mudando a nossa relação com o dinheiro.

A tecnologia não destrói empregos, ela destrói rotinas

Muitos temem que a IA vá criar um cenário de desemprego em massa, mas a história mostra o contrário. Quando a retroescavadeira surgiu, quem cavava buracos com enxadas precisou se adaptar, mas a quantidade de empregos na cadeia produtiva aumentou exponencialmente.

O verdadeiro perigo, segundo Guga, está na obsolescência das funções e das empresas que não se atualizam. Com a IA gerando códigos de forma autônoma, o modelo tradicional de desenvolvimento de software virou um legado. Não há mais espaço para “ajustes digitais”; a era atual exige a reconstrução total dos negócios.

“Não existe mais transformação digital… Você tem que reconstruir o que foi feito usando novas tecnologias, não tem jeito.” 

O efeito blockbuster na Netflix e a era dos Trusted Agents

A velocidade da disrupção é implacável. Empresas sólidas podem perder relevância do dia para a noite se ignorarem os novos hábitos de consumo. O caso da Netflix ilustra bem isso: o modelo de “ficar zapeando a tela” em busca de um filme está prestes a ser engolido pela IA generativa, onde o usuário simplesmente ditará as especificações do filme que deseja assistir, e a tecnologia criará o conteúdo em tempo real.

O consumidor está migrando das marcas em que confia para os Agentes de IA em que confia (Trusted Agents). Se um assistente virtual se torna um parceiro de alta fidelidade no dia a dia, o cliente aceitará suas recomendações de compras, seguros e até de investimentos sem questionar a instituição que está por trás.

“Os consumidores vão migrar das marcas que eles confiam para os agentes que eles confiam.”

O dinheiro generativo: algoritmos vivos no mercado de capitais

Se a última geração financeira foi definida por instituições que administravam e custodiavam o dinheiro, a próxima será governada por sistemas que geram e alocam capital de forma 100% autônoma. É o conceito de Dinheiro Generativo.

Imagine um token de ativo real (RWA) que não possui apenas um código estático de transação, mas sim um agente de IA integrado capaz de se autoprogramar. Esse algoritmo lê notícias globais em tempo real, avalia riscos, analisa a liquidez das exchanges e recalibra carteiras de investimentos instantaneamente, democratizando estratégias antes restritas a grandes fundos institucionais.

“A próxima geração será definida por sistemas que geram e alocam capital de forma autônoma… Um token que tem por trás esse sistema operacional de IA e se autoprograma.”

O que restará ao ser humano?

Diante de tanta automação, a pergunta inevitável surge: o que vai sobrar para os humanos fazerem? Guga recorre à Grécia Antiga para lembrar que, quando o trabalho braçal e operacional foi delegado, a humanidade floresceu na matemática, na filosofia e na arte.

A Inteligência Artificial pode processar dados e prever padrões como ninguém, mas há uma qualidade estritamente humana que máquina nenhuma consegue replicar: a capacidade de imaginar o que ainda não existe. O futuro, portanto, pertence aos que sabem fazer as perguntas certas e criar novas realidades.

“A Inteligência Artificial vai automatizar tudo… e vai sobrar para a gente fazer a única coisa que a gente faz que nenhum outro animal no mundo faz, que é um presente que a gente teve: imaginar o que não existe.”

Ouça e reflita!

Clique AQUI para ouvir a palestra completa de Guga e descubra como expandir sua visão sobre a tecnologia que está devorando o mundo.

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