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FMI e Banco Mundial atestam solidez da economia e do sistema financeiro

Relatórios do Artigo IV e do Programa de Avaliação destacam resiliência do Brasil e avanços do Banco Central

O Banco Central do Brasil (BC) registrou a publicação oficial de dois importantes relatórios elaborados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre a realidade econômica do país: o relatório da Consulta do Artigo IV de 2026 e o Financial System Stability Assessment (FSSA), desenvolvido no âmbito do Programa de Avaliação do Setor Financeiro (FSAP). Os documentos são frutos de meses de diálogo técnico entre especialistas do FMI, do Banco Mundial, autoridades brasileiras e representantes dos setores público e privado. As avaliações trazem recomendações estratégicas que visam ao contínuo aperfeiçoamento do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

Resiliência econômica e eficácia do regime de metas

O relatório relativo ao Artigo IV destacou a capacidade da economia brasileira em se adaptar e absorver choques externos em meio a um cenário global desafiador. Os técnicos do FMI reforçaram que a manutenção de políticas macroeconômicas sólidas, aliada a instituições fortes e à continuidade de reformas estruturais, é indispensável para preservar a estabilidade do país.

A equipe internacional reconheceu expressamente a eficiência do regime de metas para a inflação e a robustez do arcabouço de políticas econômicas adotado pelo Brasil para conter oscilações e garantir a previsibilidade do mercado.

Fortalecimento do sistema financeiro e o papel do Pix

O relatório FSSA, por sua vez, atestou os avanços significativos no funcionamento do SFN desde a última avaliação completa realizada pelo FMI em 2018. O estudo apontou que o sistema financeiro do país permanece sólido e capitalizado, mesmo quando submetido a simulações de cenários adversos severos. A análise deu destaque para a transformação promovida pelo Pix, para o aumento da concorrência bancária e para a proatividade do Banco Central no gerenciamento de riscos emergentes, como as ameaças cibernéticas e os impactos climáticos.

O FMI e o Banco Mundial ressaltaram que, a despeito do aumento de competências, da expansão do número de instituições supervisionadas e de um contexto prolongado de restrições orçamentárias e redução de pessoal, o BC tem conseguido manter níveis adequados de eficiência, tempestividade e rigor em suas funções de regulação, supervisão e monitoramento.

Prioridades e recomendações para o futuro

Apesar do diagnóstico amplamente positivo, os organismos internacionais elencaram áreas prioritárias para reformas futuras. O principal ponto de atenção aponta para a necessidade de fortalecer o arcabouço institucional do próprio Banco Central, garantindo mecanismos adequados para o financiamento de suas operações, a recomposição do seu quadro funcional e a retenção de profissionais altamente qualificados.

Entre as demais recomendações relevantes para os próximos anos, os relatórios indicam a ampliação do conjunto de instrumentos de gestão de crises e a modernização do arcabouço de resolução bancária, alinhando as normas brasileiras aos mais elevados padrões e boas práticas internacionais.

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