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Fintechs usam cada vez mais dados que não são tradicionalmente de crédito

Até há pouco tempo, as informações fornecidas pelos bureaus sobre o comportamento de crédito das pessoas tinham o poder de verdadeiros decretos sobre a concessão de empréstimos e financiamentos. Atualmente, com a proliferação de novas tecnologias e modelos de negócios disruptivos trazidos pelas fintechs, este cenário mudou completamente e a tendência é o crescimento progressivo da relevância de outras informações para a tomada de decisão neste segmento. 

Esta consideração foi apresentada por Mellissa Penteado, da ProScore, uma das participantes do painel: “Crédito – Foco no cliente: novos modelos de avaliação e concessão de crédito e seus impactos sociais”, realizado no Fintech View. 

A discussão foi moderada por Fabio Gonsalez, do Torq e contou ainda com as participações de Sandro Reiss, da Geru, Ana Barbara Tavares, da Pravaler e Ricardo Kalichsztein, da Bom pra Crédito.

Para Ana Tavares, a análise mais massificada consegue quebrar viezes que antes só eram replicados e assim incluir pessoas que há dez anos não eram incluídas. “As novas ferramentas possibilitam identificar o comportamento do jovem e verificar sua propensão de fazer o pagamento futuro mesmo sem que ele tenha um histórico de crédito. Tecnologia e produtos financeiros adequados trazem o acesso”, disse.

Sandro Reiss, CEO da Geru, fintech de empréstimos pessoais, disse que tanto os bons clientes, como os regulares e os ruins têm características marcantes. Segundo ele, as pessoas não são inadimplentes, elas estão inadimplentes. “Se o cliente quer pagar uma parcela e não consegue, nós deixamos que ele pague apenas uma parte dela. Podemos também antecipar o pagamento com o fornecimento de vantagem, por exemplo. Todas as opções precisam estar disponíveis na plataforma”, declarou. 

Ricardo Kalichsztein explicou que a atuação da Bom pra Crédito, em forma de marketplace, permite uma operação parecida com a de um bureau positivo. “Todas as variáveis juntas e cruzadas com os sistemas de nossos parceiros acabam formando um banco de dados que favorece a tomada de decisão”, disse. 

Estimulados por Fabio Gonsalez, os participantes analisaram também o impacto da educação financeira para o mercado e como as fintechs podem contribuir com este fator. Neste sentido, Sandro Reiss resumiu uma opinião de consenso. “Quando nos procuram, os clientes querem o empréstimo e não uma aula. Então, nosso desafio é incorporar a educação financeira nos nossos produtos”, concluiu.

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