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Fintechs e empresas tradicionais: o futuro da tecnologia financeira

*Por Victor Dubugras

O momento é da tecnologia financeira e das novas empresas. Segundo o BoostLAB, braço de inovação do BTG Pactual, em parceria com a aceleradora ACE Cortex, existem hoje no País 422 fintechs, sendo que 114 atuam em meios de pagamentos. Só no ano passado, esse mercado movimentou US$ 1,5 bilhão em investimentos, ainda de acordo com esse estudo. Se mencionarmos os cinco unicórnios que temos no Brasil, três deles são ligados ao segmento financeiro. É a mudança que mais tem impactado a vida de empresas e também de consumidores.

As regulamentações promovidas pelo Banco Central permitiram um maior estreitamento entre essas companhias inovadoras com corporações tradicionais. A transformação inevitável de mentalidade dos players na busca por novas ideias tem trazido as fintechs para os holofotes do mercado financeiro e das empresas. Aderir a elas é uma questão nevrálgica entre executivos.

As grandes empresas varejistas que atuam no Brasil, como Via Varejo, Magazine Luiza e Carrefour são exemplos disto, já que estão com iniciativas avançadas na oferta de uma experiência de compra para os seus consumidores quando o assunto é meio de pagamento. A dona do Ponto Frio e da Casas Bahia, a partir de uma parceria com uma fintech, permitirá a autenticação digital de faturas, pagamentos de carnê por meio de aplicativo móvel e a criação de uma carteira virtual própria. Esta última terá funcionalidades como pagamentos de contas, criação de um cartão pré-pago físico e digital e emissão de crédito via tecnologia P2P lending.

Nos Estados Unidos, por exemplo, a rede de cafeterias Starbucks criou um cartão que já acumula, em saldo, mais dinheiro que muitos bancos médios americanos. Ao atrelar o cartão fidelidade ao pagamento de seus produtos, a empresa usou a mentalidade fintech para prover melhores serviços, algo que sempre colocou como missão. A rede já possui dentro da sua própria solução de pagamento mais de 23 milhões de usuários – o que já supera as gigantes como Apple, Samsung e Google com suas respectivas plataformas. Aqui estamos falando de fidelização do consumidor.

E fidelizar é também dar liberdade e opção para que o cliente possa seguir o caminho que mais lhe é conveniente. É o conceito de integração entre diferentes soluções com foco em customização. A iniciativa integra diversos serviços, possibilitando a criação de negócios e parcerias. Com a digitalização dos meios de pagamentos, a medida está se tornando cada vez mais comum – fintechs estão se associando com grandes empresas para criar esse ecossistema.

O futuro da tecnologia financeira passa pela evolução dessas novas empresas, e a capacidade de companhias tradicionais se adequarem ao entendimento do consumidor. Isso só é possível por meio de insights estratégicos, processos analíticos e de parceiros adequados que possam fornecer o know-how necessário para que o velho mundo e o novo possam ser um só.

*Victor Dubugras é head de marketing da Hash, fintech especializada em infraestrutura de pagamentos – www.hash.com.br

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