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Fintechs ajudam a melhorar o sistema financeiro

Por Leonardo Medina*

Novos modelos de negócio, com forte apelo tecnológico, estão cumprindo a promessa de romper paradigmas e tornar o mercado das instituições financeiras mais eficiente. E, por que não dizer, mais barato e competitivo. Essas empresas usam a inovação e a agilidade para dar o tom do relacionamento com os clientes e parceiros. Estamos falando de fintechs!

Explicar o que são fintechs e informar sobre sua atuação são os objetivos deste post.

Fintechs: o que são e porque utilizar

O termo fintech surgiu da combinação das palavras em inglês financial (finanças) e technology (tecnologia). O que por si resume bem a ideia. Fintech é toda empresa que oferece serviços relacionados diretamente ao seu dinheiro. Para isso, as empresas deste tipo usam tecnologia de ponta. Entre os benefícios trazidos pela tecnologia, destacam-se a agilidade, o barateamento ou, até mesmo, a gratuidade dos serviços oferecidos.

Veja alguns exemplos de serviços de fintechs:

  • conta corrente digital sem custo,
  • cartões de crédito totalmente digitais,
  • serviços de micro seguros e
  • robôs que executam a estratégia de investimento do cliente.

Outro diferencial muito trabalhado por “fintechs” é a busca por melhorar a experiência do usuário, com foco em facilidade e satisfação. Na maioria das vezes, as fintechs nascem com estrutura enxuta e focam em serviços ou produtos bem específicos. Isso permite buscar a criação de uma experiência que o usuário valorize e que seja fácil de usar.

Na maioria dos casos não há, como nos bancos, uma ampla cesta de serviços. Isso pode ser positivo, porque a empresa consegue ficar focada em seus poucos produtos, trabalhando para melhorar seus processos.

É o fim dos Bancos?

A essa altura, você pode estar pensando que as Fintechs querem concorrer com as grandes instituições financeiras. Ou que estas instituições acreditam que a “onda” das fintechs vai passar, correto? Bem, a concorrência é óbvia e vai acontecer naturalmente. Mas alguns destes agentes estão se enxergando como parceiros, que podem trabalhar juntos e aprender uns com os outros.

A prova disso é que um dos maiores bancos do país investe em um espaço de co-working, há mais de dois anos, onde várias startups se desenvolvem, incluindo fintechs. E também conseguem investidores, firmam parcerias e ganham cliente e notoriedade. O sistema financeiro está mudando, mais que enxergar novos players como adversários, é preciso perceber como aproveitar oportunidades e habilidades.

Vale destacar que a grande maioria das fintechs não são consideradas instituições financeiras. Portanto, não são fiscalizadas pelo Banco Central do Brasil. Nesses casos, suas operações são viabilizadas (quando necessário) por uma parceria entre a fintech e uma instituição financeira.

Em um ambiente em plena transformação, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) criou um núcleo especializado com o objetivo de acompanhar o desenvolvimento das fintechs. Fato muito positivo, uma vez que a CVM e o Banco Central do Brasil (Bacen) são as instituições que primam pela segurança do setor. A criação do núcleo e os congressos sobre o tema mostram a preocupação em regulamentar as atividades. Isso ajuda a garantir a segurança para clientes e investidores.

Seis cuidados ao usar uma fintech

Embora as vantagens de uso das fintechs sejam claras em comparação às instituições tradicionais. É importante se resguardar a partir de alguns cuidados, ao se tornar cliente de uma delas:

  • Pesquise a reputação desta fintech no mercado, inclusive em redes sociais, evite as que têm muitas reclamações;
  • Verifique se a instituição financeira parceira da fintech está sujeita à fiscalização do Banco Central;
  • Entenda a política de proteção à privacidade da empresa, cheque se investe em segurança da informação, se adota medidas de combate a fraudes, se tem canais eficientes de comunicação com clientes;
  • Leia os termos de aceite e contratos de serviços antes de assinar qualquer documento, ou clicar em “aceitar” nos sistemas digitais;
  • Verifique de quem é a responsabilidade em ressarcir seus investimentos, caso aquela empresa não cumpra o acordado ou saia do mercado;
  • Pergunte TUDO que você precisar saber para tomar uma decisão tranquila.

Ah! Fique atento às suas redes sociais! Uma das características desse novo modelo de atuação é o monitoramento dos perfis daqueles que estão pleiteando empréstimos, por exemplo. Isso permite avaliar percepções extraídas das redes sociais. Considerando o resultado dessa análise como uma das variáveis a serem mensuradas para concessão ou não do empréstimo.

Em um mundo de desenvolvimento em tempo real, suas finanças sofrem mudanças a todo instante. Informe-se sempre. Esse é o melhor caminho!

* Leonardo Medina é Analista da Unidade de Acesso a Serviços Financeiros do SEBRAE-MG

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