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Fintech mexicana recebe US$ 1,5 mi de investimento para estrear como banco digital

A plataforma, financiada pela Ignia, vai lançar, no fim de março, uma solução financeira que conta com aplicativo móvel, conta bancária e cartão de débito

Depois de se tornar uma das principais plataformas de crowdfunding no México, a Fondeadora ingressa em serviços bancários digitais. A fintech lança no fim de março uma solução financeira que consiste em aplicativo móvel, conta bancária e cartão de débito. Para isso, concluiu rodada de investimentos de 1,5 milhão de dólares com o fundo de capital Ignia.

Vamos construir o maior banco digital do México, informa Norman Müller, que fundou a empresa com seu sócio René Serrano. Com quatro passos, os clientes podem abrir sua conta bancária e só solicitamos as informações necessárias (nome, identificação oficial e endereço). O processo leva um minuto.

Depois de fornecer a documentação, o usuário recebe o cartão a Mastercard em casa, em um período de dois a cinco dias. Para ativá-lo, é preciso ter pelo menos 20 pesos na conta. Com o cartão, é possível fazer transferências e pagamentos em lojas dentro e fora do país e por serviços.

Segundo os fundadores da fintech, o aplicativo tem uma lista de espera de 15 mil usuários. Isso mostra a demanda por nosso produto, acrescenta Müller. Em uma primeira fase, a empresa vai obter renda por meio de dois canais: quando o usuário paga com o cartão e a renda gerada pelos fundos sob sua custódia.

Os empresários começaram a trabalhar na solução da fintech em setembro de 2018, dois anos depois de venderem a plataforma de crowdfunding para a líder mundial Kickstarter. E mantiveram o nome Fondeadora por conta da reputação e conhecimento que o público já possuía da marca. Foram 400 mil pessoas que financiaram um projeto ao longo de nove anos, o que nos deu confiança para lançar um novo produto, assinala Serrano.

Em dezembro de 2018, eles receberam oito milhões de pesos de 156 investidores-anjo para financiar o novo banco. Ao mesmo tempo, iniciaram o levantamento de capital de 1,5 milhão de dólares com o Ignia, fundo de capital de risco que investiu em 12 fintechs como Afluenta, Undostres e Sr. Pago. A operação foi encerrada no início de março. Na Ignia, encontramos um parceiro que entende nossa visão peculiar de fazer negócios, diz Müller.

O banco digital é um jogo de velocidade e era importante que a Fondeadora estivesse no mercado o mais rápido possível, avalia o diretor gerente do fundo Ignia, Fabrice Serfati. Norman e René mostraram muita maturidade e capacidade de atrair potenciais clientes. Realmente gostamos da forma como eles vão ao mercado, fazem para entendê-lo e produzir algo alinhado ao que os usuários buscam. Essa foi a razão pela qual fechamos a rodada tão rápido.

Os empreendedores, que comandam uma equipe de 35 pessoas, vão alocar os recursos para a entrega de cartões do banco aos usuários, bem como para o desenvolvimento de outros produtos financeiros: cartões de crédito com tarifas personalizadas, créditos para freelancers ou artistas e contas bancárias para estrangeiros. O valor será suficiente para manter a operação durante os 12 meses seguintes, período no qual Müller estima que vai levantar nova rodada de capital. Seu desafio, comenta Serfati, é atrair clientes rapidamente e ter um bom desempenho para que a experiência do usuário seja da forma como foi prometida.

Do ponto de vista dos empresários, é o usuário que deve ter o poder e não os bancos. Por esta razão, a Fondeadora vai abrir os dados sobre os resultados da empresa e dará acesso aos clientes na gestão do seu dinheiro. Temos iniciativas muito ambiciosas, como a de que nossos primeiros 100 mil usuários – aqueles que pretendem chegar neste ano – recebam uma participação da Fondeadora, acrescenta Müller.

Isso é algo que amamos. A transparência, a inclusão e a experiência do usuário se alinham muito com os valores que temos, ressalta Serfati. O fato de o usuário da Fondeadora ser empoderado e se sinta dono da sua informação vai ser um diferencial muito importante frente à concorrência.

Fonte: Expansion

Tradução e adaptação: Edilma Rodrigues

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