Fintech deve demonstrar impacto econômico e social do negócio para atrair investidores

Durante o Fintech View, realizado na última quinta-feira (09/06), os participantes do painel sobre as iniciativas de apoio e parceria às fintechs chegaram a um consenso: por mais criativo e disruptivo que seja o projeto, se o empreendedor idealizador não for capaz de mostrar claramente o potencial de impacto financeiro e social, dificilmente obterá o apoio esperado do ponto de vista do investimento.

A discussão foi moderada por Fábio Gonzalez, do FintechLab e contou com a participação de Ricardo Anhesini, da KPMG, Fernando Freitas, do  Bradesco, Elcio Morelli, do  SP Anjos e Guilherme Aleixo Tavares, do  Cubo.

Morelli ressaltou que quando decide apoiar financeiramente uma fintech, o investidor entra na mesma aposta que o criador do projeto e, por isso, deseja contribuir também com o capital intelectual. Além disso, é necessário ficar muito claro qual será o retorno para o investidor. “É com base nisso que o diretor do banco ou da empresa de investimentos toma a decisão”.

Freitas concordou com essa colocação e ressaltou que outras questões importantes são a resiliência, capacidade de adaptação e condição de oferecer o serviço em grande escala. “A maior parte das ideias que se tornaram unicórnios não possuía, em sua versão original, o fator que fez delas modelos de sucesso. Então creio que o projeto precisa demonstrar capacidade de superar os obstáculos que surgem e se adequar constantemente”, disse. “Alguns projetos mostram-se interessantes quando realizados para pequenos públicos, mas quando surge a necessidade de aumento de escala, problemas e custos inesperados aparecem e isto também é levado em consideração pelos investidores”, afirma.

Com base em sua experiência no Cubo, Aleixo afirmou que a aproximação com iniciativas bancadas por grandes instituições aumenta as chances das startups. “Temos notado que o carimbo do Cubo tem ajudado as fintechs a conversar com investidores anjos e aceleradoras”, informou.

Anhesini, da KPMG, ressaltou que o fenômeno das fintechs no Brasil tem características de urgência no mundo dos negócios. “Acredito que seja como uma corrida de uma volta só. São decisões que precisam ser tomadas de imediato, pois no próximo ano o cenário pode ter mudado”, disse.

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