Por Edilma Rodrigues
A fintech de cartões Trigg foi comprada pela Vector, que já era sócia majoritária e passa a assumir integralmente a startup. O objetivo da Vector é seguir com o crescimento sólido da empresa, que em três anos alcançou mais de dois milhões e meio de cartões de crédito solicitados, e reforçar a conexão da marca com seus clientes. “A Trigg se mostra um ativo importante para nós, com grande potencial de realização de ganhos. É um case de sucesso, o que nos encorajou nos últimos anos a investir em outras startups”, afirma sócio da Vector, Tadeu Silva.
A assessoria de imprensa da Trigg informa que o valor da transação é sigiloso, mas matéria da Exame diz que segundo fontes, a startup foi vendida por 250 milhões de reais.
Desde o início, a Trigg apostou no modelo de cashback agressivo (até 1,3%), mantendo a cobrança de anuidade, contrariando a tendência de mercado no momento de seu lançamento. “As pesquisas mostravam que o consumidor não se incomodava em pagar anuidade, desde que entendesse que existiam outros benefícios, como um limite maior e conexão com o que acreditava. E foi isso que fizemos ao longo do tempo, focamos em fazer com que a experiência valesse a pena, implementamos cashback, imersão no mundo geek com descontos, eventos e várias ações, e dessa forma a anuidade passou a ser um detalhe,” explica uma das fundadoras, Marcela Miranda.
Marcela e Guilherme Müller, outro fundador, decidiram vender sua participação na empresa e agora se dedicarão aos demais negócios do seu Grupo, criado há alguns anos por eles. Eles passam a se dedicar a seus outros negócios. O grupo de empresas, fundado em 2010, passará para uma nova fase e ganhará o nome de “seastorm”, mantendo o foco no investimento em empresas com base tecnológica.
De acordo com Marcela, as empresas em que investiram nos últimos anos também se desenvolveram muito, com crescimento agressivo e parcerias com players estratégicos: “Todos os empreendedores do grupo acreditam que o modelo de plataforma tecnológica, combinando o uso de dados para interpretar a jornada do cliente e um time excepcional, é chave para o sucesso”.
A liderança de tecnologia da Trigg permanece com um dos fundadores, Alexandre Pereira. E a posição de CEO será ocupada por Wellington Alves, que ocupava a diretoria de riscos.
Com informações da Exame e da assessoria de imprensa