Figitalização de Serviços Financeiros em Utilities:

Uma alavanca para inclusão financeira e eficiência operacional na era digital
por Daniel Orlean, co-Founder e co-CEO da Voltz, a fintech do Grupo Energisa
Mesmo com a transformação digital que as empresas de serviços essenciais passaram – e estão passando – nos últimos anos, ainda há muitos consumidores que enfrentam dificuldades de adaptação aos canais digitais, seja por insegurança, resistência ou falta de acesso às novas tecnologias.
Esse cenário traz uma questão cada vez mais importante para essas empresas: como conseguir equilibrar os esforços entre automação e humanização na oferta de serviços financeiros necessários e complementares aos seus negócios principais?
Desde a verificação do consumo, passando pela emissão de contas, pagamento e arrecadação de faturas até a negociação de débitos em atraso, a tendência é o setor se tornar cada vez mais figital, ou seja, que una o ambiente físico ao digital de forma a facilitar a vida de clientes e fornecedores, aumentando a performance da indústria em seus diversos indicadores.

A importância da presença física e digital das utilities

O Brasil ainda tem milhões de pessoas desbancarizadas (sem conta em bancos) e outros milhões de sub-bancarizados (que utilizam pouco ou não possuem acesso a serviços financeiros), de acordo com o relatório do Instituto Locomotiva, publicado em 2021.
Embora grande maioria da população tenha aplicativos de bancos e contas digitais e já seja familiarizado com o Pix, por exemplo, ainda há uma parcela de brasileiros que ainda não alcançou essa plenitude digital e prefere ou precisa de atendimento humano presencial para resolver pendências com empresas de diversos setores, como as utilities. 
A estratégia figital ajuda em diversos aspectos como:
  • Flexibilidade e universalização de acesso: a convergência de canais físicos e digitais permite a qualquer cliente fazer o pagamento de contas, realizar negociações com apoio especializado, contratar assistências, seguros e outros serviços ligados ao negócio das utilities, tanto em pontos presenciais quanto por meio de aplicativos ou outras plataformas online;
  • Facilidade de pagamento: permitem a oferta de diferentes modalidades de pagamento, incluindo a possibilidade de parcelamentos e outras funcionalidades que simplificam a jornada do cliente;
  • Inclusão digital e financeira: a presença física e digital de serviços financeiros permite que pessoas que não tenham acesso a serviços bancários tradicionais resolvam problemas financeiros direto com as utilities de forma rápida e sejam incrementalmente incorporados em novas jornadas;
  • Redução de gastos: a figitalização dos serviços financeiros traz eficiência operacional para as utilities, reduzindo os processos manuais e resultando em economia de custos, velocidade de processamento de pagamentos e menor taxa de inadimplência;
  • Análise de dados: permite a coleta de dados valiosos sobre os hábitos de consumo e comportamento dos clientes, sempre respeitando a legislação e a necessidade de expresso consentimento. Esses dados podem ser analisados para obter insights sobre as necessidades dos clientes, identificar oportunidades de melhoria e personalizar ofertas de serviços.

O papel das fintechs na figitalização das utilities

Desde o seu surgimento, a Voltz está desenvolvendo o seu lado figital, aproveitando-se da forte presença do Grupo Energisa em 11 estados brasileiros e 25% do território nacional para oferecer serviços financeiros e, com isso, promover a inclusão e a mobilidade social de forma justa e acessível. 
A partir da formação de uma rede de atendimento complementar aos canais das distribuidoras e da inteligência de dados, é possível desenvolver e ofertar produtos que facilitem a jornada de clientes e fornecedores em suas diferentes demandas.
No contato direto com os clientes ou na jornada dentro dos canais digitais já é possível apresentar e recomendar os produtos mais apropriados para cada perfil, de acordo com seu consentimento e a segmentação baseada em suas caraterísticas   e análise histórica.
A verdade é que, com criatividade, inovação e respeito à regulação, os limites para o crescimento de soluções financeiras figitais dentro das utilities estão cada vez mais longe.

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