Por Edilma Rodrigues
A Febraban – Federação Brasileira de Bancos – inicia as operações do Laboratório de Segurança Cibernética para promover melhorias contínuas para o Sistema Financeiro Nacional. O laboratório vai fazer simulações, compartilhar informações técnicas, avaliar prestadores de serviços, em linha com a estratégia de aprimoramento contínuo dos sistemas de defesas das instituições, além de oferecer treinamentos para equipes dos bancos.
O investimento inicial no espaço, instalado em São Paulo, foi de R$ 6 milhões, que foi usado para a montar o espaço físico, adquirir equipamentos, infraestrutura de tecnologia, programas de simulações de ataques virtuais e contratar uma consultoria, que nesta fase será feita pela Accenture.
As atividades do laboratório atendem inicialmente os 14 bancos que participam na Comissão Executiva de Segurança Cibernética da Febraban: Banco Alfa, Banco do Brasil, Banco BV, Banco PAN, Banco XP, Bancoob, Bank of America Merrill Lynch, Bradesco, BTG Pactual, Caixa Econômica Federal, Citibank, Itaú Unibanco, J. P. Morgan e Safra. “Ao longo do tempo, outras instituições poderão participar das ações e atividades do espaço,” informa a Febraban em comunicado.
Inserida no Planejamento Estratégico da Federação, a criação do Laboratório de Segurança Cibernética foi iniciada em julho do ano passado para unir forças em ações de prevenção, identificação e combate ao crime digital.
Segundo a Federação, o laboratório é o primeiro do tipo feito para o Sistema Financeiro Nacional; conta com equipes de vários bancos associados e com as tecnologias mais avançadas disponíveis na área de inteligência e simulação. “As atividades serão desenvolvidas com base em quatro frentes: treinamento, simulação, inteligência e padronização,” explica.
A iniciativa acompanha o crescimento significativo das transações eletrônicas, como demonstrou a última pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária, que revelou que as operações cresceram 11% em 2019, registrando 89,9 bilhões de transações. Deste total, 63% são feitas pelos meios digitais – internet banking e mobile banking. E contempla os princípios da Estratégia Nacional de Segurança Cibernética (E-Ciber), aprovada em fevereiro de 2020, que apresenta os rumos que o Governo Federal considera essenciais para que o País, a sociedade e as instituições se tornem seguros e resilientes no uso do espaço cibernético; e também as resoluções já publicadas pelo Banco Central.
É fundamental trabalhar de forma conjunta para a troca contínua de informações técnicas e de inteligência entre as instituições financeiras. Nosso laboratório é um espaço que fortalecerá a cooperação entre os bancos associados, incentivará treinamentos e buscará soluções inovadoras e o uso tecnologias de ponta para fortalecer os sistemas e equipes de defesa das instituições, afirma Isaac Sidney, presidente da Febraban. Ele ressalta que os bancos investem R$ 2 bilhões por ano em segurança da informação. É importante garantir e mostrar aos nossos clientes que a experiência com o seu banco ocorre com total segurança, acrescenta.
Com informações da assessoria de imprensa