Falta de dados positivos para análise de crédito criou um cenário altamente relevante para o Social Score no Brasil

As informações que as pessoas oferecem em suas redes sociais sobre seus costumes, formas de consumo e relação com o dinheiro estão ganhando mais relevância a cada dia para o cenário de crédito do país. Esta foi uma das principais constatações do painel: “Empréstimos: Análise e concessão de crédito por meio de fintechs”, realizado terça-feira (25) durante a segunda edição do congresso Fintech View.

Moderado por Dorival Dourado, da Centria, o debate contou com a participação de Sandro Reiss, da Geru, Marcelo Ciampolini, da Lendico, e Sérgio Furio, da Creditas.

Reiss afirmou que a falta de informações positivas sobre a situação dos consumidores brasileiros levou o chamado Social Score a ter, no Brasil, um papel mais relevante do que em qualquer outro país do mundo. “As redes sociais são muito importantes, por exemplo, para fornecer dados de segurança contra a fraude”, disse.

Ciampolini confirma esta visão exemplificando que, se uma pessoa se cadastra com um endereço de perfil no Facebook e este perfil tem mais de um ano com mais de 300 amigos, dificilmente esta pessoa tem a intenção de fraudar. “Agora se este perfil foi aberto há uma semana, com nome diferente e outros detalhes, a chance de ser um fraudador é maior”, disse. Segundo ele, o brasileiro tem uma característica muito grande de superestimar sua condição financeira. “Na média das solicitações que recebemos, 40% das pessoas majoram suas rendas em 40% acima da realidade”, diz.

Para Furio, as redes sociais ajudam a completar o quadro de informações até mesmo para operações como as da Creditas, nas quais o empréstimo é feito com garantias como as de imóveis. “Se detectamos que o solicitante é um empresário e sua esposa também é, ou foi empresária, temos informações sobre um fator que pode afetar a questão da posse de um imóvel, por exemplo”, declarou.

Ao final da discussão sobre a importância do uso do Social Score, os debatedores retornaram à discussão sobre os prejuízos ao país causado pela falta do chamado Cadastro Positivo. “Esta ferramenta mudaria o cenário do crédito no Brasil da água para o vinho”, afirmou Reiss.

Dourado encerrou o debate citando estudos que tratam desta questão. “Com o Cadastro Positivo o Brasil teria facilmente uma relação de 60% na relação PIB/Crédito e ainda haveria espaço para crescer muito mais se considerarmos que esta relação é de 100% em países desenvolvidos”, disse.

Compartilhe

Notícias relacionadas

Blog
Mudança na natureza jurídica da ANPD fortalece aplicação da LGPD
Por Edilma Rodrigues A Medida Provisória (MPV) nº 1.124, de 13 de junho de 2022 assinada pelo...
Blog
Mercado Pago usa tecnologia de segurança da Mastercard para criptos
A carteira digital do Mercado Livre, o Mercado Pago, vai usar
Blog
Ant Group lança banco digital para micro, pequenas e médias empresas em Singapura
O ANEXT Bank, banco digital de atacado de Singapura e parte do Ant Group, anunciou...
Blog
Cetelem vai reduzir 6 mil toneladas de CO² com emissão de cartões reciclados
O Banco Cetelem Brasil emitiu cerca de 370 mil cartões de plástico reciclado, desde o...

Assine o CANTAnews

Não perca a oportunidade de saber todas as atualizações do mercado, diretamente no seu e-mail

plugins premium WordPress
Scroll to Top