Estudo lançado pelo will Bank revela desafios emocionais na relação com o dinheiro

A relação com o dinheiro vai além do aspecto racional e tem um impacto emocional na vida dos brasileiros de todas as classes sociais. Foi sob essa premissa que o will Bank desenvolveu o estudo inédito “Dismorfia Financeira”, lançado na quinta-feira (15). “Como ajudar no processo de bancarização se muitos escolhem não se envolver com o banco por terem vivido relações traumáticas ou por identificarem que eles não resolvem a sua principal dor, a segurança, por não chegarem às suas cidades?”, questionou o CEO do will Bank, Felipe Félix, na abertura da coletiva de imprensa. “A pesquisa envelopa um aprendizado interno de que o processo de inclusão não vai acontecer se forçarmos as pessoas a irem por determinado caminho. É preciso proporcionar a elas o sentimento de pertencimento”. 

Com o objetivo de traduzir o que as pessoas pensam e sentem sob uma ótica que vai além do “ter ou não” dinheiro, mas de se sentir incluído, o estudo mostrou que essa relação pode ser distorcida por questões diversas, como a social, histórica e mercadológica, o que faz muita gente criar uma aversão ao assunto. Querer “evitar” o problema pode trazer como resultado uma falta de consciência dos próprios gastos e ausência completa de metas financeiras, fenômeno que foi chamado de “dismorfia financeira”. “Esse é um tema discutido no will Bank desde que nascemos e algo que identificamos entre os nossos clientes. O estudo é uma evolução dessa percepção e teve por objetivo identificar se essa era uma realidade em todo o país, e não apenas dentro de casa. Queremos gerar discussão sobre essas questões propondo a quebra de certos paradigmas, ainda mais porque acreditamos no crédito como um direito humano, que pode apoiar na jornada de evolução e empoderamento financeiro de muitas pessoas brasileiras”, explicou Félix.

A dismorfia financeira pode comprometer o bem estar das pessoas e, para o banco digital, aí pode estar também a origem de muitos dos desafios enfrentados pelo mercado financeiro para acolher e trazer pertencimento às diferentes e plurais realidades brasileiras. Assim, o estudo reforça a importância de incluir os mais vulneráveis no sistema financeiro e oferecer produtos e serviços adequados a esse público, que é tão diverso e mostra que a oferta atual de serviços nesse setor favorece a manutenção da lógica já existente e predominante. Ou seja, a favor de padrões estabelecidos por aqueles em uma condição financeira melhor, não sendo suficiente para acolher os dismórficos, com a oferta de alternativas e produtos que possam mudar sua realidade.

“O processo de inclusão financeira depende não apenas da educação financeira, mas do mercado mudar a forma como desenvolve os seus produtos. Espero que a gente possa discutir isso de forma aberta com outras instituições porque o will Bank é uma mínima parcela nesse ecossistema”, convida o CEO.

Qual seu sentimento?

Uma das constatações de destaque do estudo aponta que sete em cada dez pessoas não usam palavras positivas quando precisam descrever sua vida financeira e essa relação com o dinheiro é muitas vezes dolorida até mesmo para aqueles que não estão em situação financeira precária, quando sentimentos de inadequação e comparação com outras pessoas são comuns: 71% disseram que há lugares em que se sentem desconfortáveis de estar ou de pensar em ir.

Contudo, ao lançar um olhar mais minucioso, revela que a situação é mais frequente entre os grupos considerados minoritários. Entre homens brancos da classe AB1, as palavras positivas são maioria (58,1%), negativas somam 19,4% e as neutras, 22,5%. No outro extremo, para mulheres pretas e pardas da classe DE, palavras positivas são apenas 10,5%, negativas 61,4% e neutras 28,1%.

Para as instituições financeiras, o estudo também ajuda a ver as oportunidades ante esse “novo conhecimento”, já que homens da classe AB1 utilizam em média 5,8 produtos financeiros, enquanto mulheres pretas e pardas da classe D e E contam com apenas 1,8 produtos. Apenas 2% desse grupo fazem investimentos, em contraste com 49% dos homens de classe mais alta.

Aplicação na prática

Como já citado, o estudo traz à público uma reflexão vivida há tempos no will Bank, dessa forma, ao longo de sua jornada, o banco digital já tem colocado em prática ações que considera efetivas na missão de incluir os mais vulneráveis no sistema financeiro. “A dismorfia mostra elementos que atuam como gatilho nesse processo e isso é trazido nos nossos produtos de algumas formas, por exemplo a linguagem simplificada, inclusive nos contratos. Temos também uma preocupação em fazer do cliente protagonista nesse processo. Nas campanhas, o sentimento de pertencimento é trazido na escolha de pessoas que representam as comunidades”, finaliza o CEO.A pesquisa foi aplicada a 2 mil pessoas, entre 18 e 40 anos, de diferentes grupos étnicos, classes sociais e de todas as regiões do país. O estudo completo pode ser baixado, gratuitamente, no site.

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