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Estudo inédito mostra a evolução das instituições de pagamento no país

Pesquisa analisa as atividades das empresas nos últimos três anos e confirma a expansão do setor de meios eletrônicos de pagamento
Em 2023, o setor de cartões movimentou mais de R$ 3,5 trilhões, o volume correspondente a mais da metade da despesa anual de consumo das famílias brasileiras, apontando para um expressivo crescimento do setor de pagamentos. Esta alta é um dos aspectos avaliados pelo estudo “Instituições de Pagamento: Inovação & Inclusão Financeira”, lançado pela PwC Brasil e Associação Brasileira de Instituições de Pagamentos (ABIPAG), levantamento que traz uma análise abrangente sobre o perfil das empresas do setor de meios de pagamentos no país, com base em respostas dos associados à ABIPAG. Juntas, estas empresas atendem às necessidades de uma base de clientes de mais de 4,5 milhões de empreendedores, que representam cerca de 10% das empresas ativas no setor e também dos trabalhadores autônomos brasileiros.
A pesquisa analisa as atividades das associadas nos últimos três anos (2021 a 2023) e confirma que os meios eletrônicos impulsionam a inclusão financeira de usuários finais – varejistas e consumidores — se consolidando como um importante fator de promoção do consumo e da produção econômica. Além da movimentação por meio de cartões, o Pix instalado pelo Banco Central em 2020, atingiu, em 2023, a marca de R$ 17 trilhões em Volume Total de Pagamentos (TPV) e uma média superior a 3 bilhões de transações mensais.
No mercado de cartões, o TPV processado pelas associadas da ABIPAG cresceu mais de 40%, alcançando, em 2023, cerca de R$ 560 bilhões (superior a 15% do montante total da indústria). No âmbito do Pix, o crescimento do TPV das associadas foi mais que o triplo do crescimento do próprio arranjo, com predominância da disponibilização do Pix Cobrança em terminais POS (maquininhas), o que demonstra a importância do Pix para o varejo brasileiro.
O estudo evidencia, ainda, a consolidação das empresas nos mercados de pagamentos e crédito, constata a importância de um ambiente regulatório sólido e eficiente para a promoção da competição e para o desenvolvimento nacional do setor. A diretora da ABIPAG, Evelyn Bueno, afirma que nos últimos três anos, o crescimento das empresas de meios de pagamento pode ser atribuído a alguns fatores: “Em primeiro lugar, a oferta de serviços financeiros integrados, como contas digitais e meios de pagamento tem sido crucial. Esses serviços facilitam a vida dos consumidores, oferecendo conveniência e eficiência, o que atrai e retém clientes. Além disso, a inovação e o lançamento de novos produtos desempenharam um papel significativo. Essas inovações não só ampliaram a base de clientes, mas também fortaleceram a lealdade dos clientes existentes.”
Na avaliação do sócio da PwC Brasil e líder de Consultoria em Serviços Financeiros, Willer Marcondes, um dos principais fatores de sucesso que essas empresas possuem é a capacidade de enxergar o cliente de forma diferente, a partir da oferta de produtos e serviços dentro de um contexto inovador, conectando as soluções mais tradicionais com o que há de mais recente, principalmente através do uso da tecnologia. “Para os próximos anos, esta é uma tendência que deve se intensificar, com as fintechs e empresas do setor de pagamentos utilizando os conceitos de economia digital, tokenização e inteligência artificial para continuarem aprimorando a experiência dos clientes”, completa.
No mercado de serviços financeiros, a carteira de crédito das associadas cresceu cerca de 70%, com enfoque na oferta de capital de giro com garantia em recebíveis de cartão. “A ampla utilização desses recebíveis como garantia demonstra a importância desses ativos para os varejistas e o sucesso do regime regulatório de registro instituído pelo Banco Central”, analisa o diretor da ABIPAG, Gabriel Cohen.
A pesquisa mostra também que parte significativa das empresas participantes busca complementar as ofertas de pagamentos e crédito com soluções auxiliares de tecnologia, como gateways de pagamento (55% da amostra), serviços de rede em arranjos de pagamento (30%) e softwares de diferenciação de preços (10%). Outro destaque é a prestação de serviços associados a ativos virtuais e tokens, que apresentaram um crescimento de 15 pontos percentuais nos últimos três anos. 

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