Após entrevistar mais de 50 profissionais entre banqueiros, administradores de fundos de capital, especialistas em TI, executivos de associações internacionais de meios de pagamento e CEOs de startups, a consultoria Bain & Company, elaborou um estudo no qual afirma que as instituições financeiras ainda não estão aptas a utilizar moedas digitais, ou distributed ledgers nos meios de pagamento internacionais e por esta razão podem perder cerca de US$ 150 a US$ 200 bilhões.
Segundo uma matéria publicada pelo portal IT Forum 365, o estudo revela que a maior parte das instituições financeiras optou por não desenvolver ainda essa ferramenta em razão de aspectos como a volatilidade, a governança e a exigência de escalabilidade da tecnologia.
Outra barreira relatada pelos executivos entrevistados é a falta de clareza em relação ao “caminho” das moedas digitais. A nota informa que a Bain & Company considera que os bancos reconhecem o potencial desse recurso para aperfeiçoar a transparência, velocidade e eficiência dos pagamentos, mas como a estrutura atual oferece estabilidade de realizar anualmente transações que totalizam US$ 300 trilhões em receitas, as instituições preferem não arriscar.
Outra constatação é que apesar da resistência dos bancos, a onda de investimentos em moedas digitais dá sinais claros de que os canais de pagamento estão atraindo interesse, e novos competidores mudaram as expectativas dos clientes. Neste sentido, a conclusão da empresa autora do estudo é que este é justamente o melhor momento para que os bancos adotem essa nova ferramenta digital.