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Especialistas opinam se Inteligência Artificial sairá do controle humano

Brincando com fogo. As novas ferramentas da nossa opressão. Crianças mexendo numa bomba. Estas são apenas algumas das maneiras pelas quais os principais pesquisadores de tecnologia descreveram a ameaça que a inteligência artificial representa para a humanidade. A inteligência artificial melhorará nossas vidas ou as transformará completamente?

Não há como fugir do tema – a inteligência artificial está mudando a civilização humana: desde o modo como trabalhamos até a forma como viajamos e como cumprimos as leis. À medida que a IA avança e começa a fazer parte do nosso cotidiano, seu potencial para criar situações perigosas está se tornando mais claro. Um proprietário do Tesla Model 3 na Califórnia morreu enquanto usava o recurso piloto automático do carro. No Arizona, um veículo autônomo da Uber bateu e matou um pedestre (embora houvesse um motorista atrás do volante).

Alguns especialistas e líderes do setor de tecnologia opinaram sobre os riscos do uso da Inteligência Artificial em nossas vidas:

Stephen Hawking – físico inglês: Pode ser impossível controlar a IA
“Podemos imaginar a IA superando um gestor do mercado financeiro, pesquisando melhor que um cientista, manipulando políticos e desenvolvendo armas que talvez não possamos sequer entender. Enquanto o impacto de curto prazo da IA depende de quem a controla, o impacto a longo prazo depende dessa tecnologia poder ser controlada”.

Elon Musk – empresário de tecnologia e fundador da Tesla Motors: Precisamos de regulação
“Acho que devemos ter muito cuidado com a inteligência artificial. Se eu fosse adivinhar qual seria a nossa maior ameaça existencial, provavelmente seria essa. Cada vez mais os cientistas acham que deve haver regulação sobre o tema, para garantir que não vamos fazer bobagem. Mexer com a IA é como invocar o demônio. Nos filmes de terror, há o cara com o pentagrama e a água benta, achando que poderia controlar o demônio. Não deu certo. Temos que regulamentar a robótica como fazemos com comida, drogas, aviões e carros. Os riscos públicos exigem supervisão pública. Para o empresário, é algo mais arriscado que uma guerra nuclear. A inteligência artificial não tem que ser má para destruir a humanidade – se a IA tem um objetivo e a humanidade ficar no meio do caminho, ela poderá destruir a humanidade como um todo sem pensar nisso.

Tim Barners-Lee – criador da world wide web, protocolo que viabilizou a Internet: Não podemos achar que a IA agirá de modo justo
“Quando a AI começa a tomar decisões como quem recebe uma hipoteca, essa é uma grande mudança. Ou decidir quais empresas adquirir – pior ainda, quando a AI começar a criar suas próprias empresas, criando holdings, gerando novas versões de si para administrar essas empresas. Então você terá a sobrevivência do mais apto entre essas empresas de inteligência artificial até chegar ao ponto em que você se pergunta se é possível entender como garantir que elas estão sendo justas. Como ensinar o conceito de justiça a um computador? ”

Claude Shannon – matemático americano e pai da teoria da informação: Estamos dando as boas-vindas aos nossos soberanos robóticos
Num artigo publicado no longínquo ano de 1948, o matemático Claude Shannon escreveu sobre como seria a relação entre humanos e máquinas. A visão de Shannon sobre o fim do domínio da humanidade e a inevitável ascensão das máquinas foi recheada de humor negro: “Eu visualizo uma época em que humanos serão para os robôs o que os cães são para os humanos. E eu estou torcendo pelas máquinas”.

Ray Kurzweil – futurista e autor do livro A era das máquinas inteligentes: As fronteiras entre homem e máquina já estão borradas
Nem todos os tecnólogos veem a IA como um prenúncio da desgraça. O futurista e autor Ray Kurzweil vê a IA como uma ferramenta para os humanos expandirem sua inteligência. O trabalho de Kurzweil se concentra no que ele chama de “singularidade” – o ponto em que a inteligência artificial ultrapassará o cérebro humano e fará as pessoas viverem para sempre. Ele diz que a fusão do homem e da máquina é inevitável: Estamos nos fundindo com essas tecnologias não biológicas. Nós já estamos nesse caminho. Quero dizer, esse pequeno celular que estou carregando no meu cinto ainda não está dentro do meu corpo físico, mas isso é uma distinção arbitrária. É parte de quem eu sou – não o telefone em si, mas a conexão com a nuvem e todos os recursos que posso acessar lá. ”

Fonte: CB Insights

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