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Especialistas alertam sobre cuidados ao adquirir criptomoedas

Por Edilma Rodrigues

A visibilidade e a atenção que as criptomoedas têm recebido da mídia, redes sociais, eventos, debates etc. podem levar muitas pessoas a entrar nesse mundo, o que é positivo, mas segundo especialistas, há vários cuidados a se tomar, seja para investir ou para fazer transações financeiras. “Os usuários têm que conhecer muito, pois podem perder dinheiro. Não dá para arriscar, achando que vai ficar rico,” alerta a cofundadora da Blockchain Academy, Rosine Kadamani.

Segurança

Rosine fala do aspecto de segurança da carteira e para tomar muito cuidado com fraudes: “saber de quem se está comprando, averiguar suas promessas para evitar comprar bitcoin ou projetos fraudulentos de criptomoedas, que prometem rendimento fixo. Isso é conhecido como pirâmide,” explica.

Sobre segurança, a sócia fundadora da CoinWise, Juliana da Cunha Assad, avalia que o bitcoin não é inseguro, mas as plataformas e aplicações periféricas que surgiram ao redor dele. “O bitcoin nunca sofreu nenhum ataque, nunca foi hackeado.”

Outro cuidado é com os sites fraudulentos, alerta Rosine. “A pessoa acredita estar no site de uma empresa, mas não está e acaba investindo seu dinheiro ou suas moedas digitais na carteira de alguém que vai fugir com eles.” Sobre ICOs – ofertas iniciais de criptomoedas – uma espécie de crowdfunding em blockchain, que oferece participação num projeto, criando um token e o comercializando, ela avisa: “muito disso é esquema fraudulento também. Por isso, eu insisto sobre ter conhecimento,” assinala.

Cuidados ao comprar criptomoedas

Juliana salienta ser imprescindível ter consciência sobre qual dinheiro será posto em risco, por conta das volatilidades. “À medida em que tivermos uma moeda e um ambiente menos voláteis, essa preocupação fica mais marginal. Escutamos histórias no ano passado de uma senhora que vendeu seu único imóvel e investiu em bitcoin.”

Ainda segundo Juliana, também é preciso ter cuidado na hora da compra, sendo fundamental avaliar sua capacidade financeira, qual criptomoeda comprar e com qual objetivo: transacionar no dia a dia ou guardar e ter uma poupança. Outro alerta da sócia da CoinWise é onde comprar. “Temos corretoras sérias que dão assistência, mas existem empresas não tão sérias. Além disso, a maioria dos brasileiros atualmente compra via corretora e deixa suas moedas lá. Corretora não é lugar de deixar criptomoedas guardadas! Esse é um ponto muito importante, a educação porque a experiência é fragmentada ainda,” salienta Juliana.

A educação também é destacada pela cofundadora da Blockchain Academy, projeto de educação colaborativo que leva conhecimento, tanto introdutório para as pessoas entenderem o que é blockchain e o que são as criptomoedas, como conteúdo mais avançado tecnicamente. Uma vez que para investir ou ter moedas digitais, “as pessoas têm que ter muito conhecimento: conhecimento sobre os projetos, conhecimento sobre o que é blockchain e o que é criptomoeda, conhecimento dos riscos,” destaca Rosine.

Como guardar?

É preciso saber guardar seguramente, um viés da CoinWise, fintech de pagamentos com criptomoedas na blockchain, que desenvolveu wallets e soluções para garantir a guarda segura dessas moedas. “São dois perfis: um app no celular, análogo à carteira do usuário, onde se leva dinheiro do dia a dia, R$ 500,00 a R$1 mil. Se o dinheiro é para investimento, não é nessa carteira ou na Exchange o lugar ideal para guardar. Existem soluções de hard wallet, por exemplo, para guardar seguramente as moedas em casa, em um cofre.” Ainda de acordo com Juliana, há outras maneiras de guardar criptomoedas: projetos que trabalham guarda de criptomoeda com fins de herança. Fora do Brasil, iniciativas criaram soluções para esse fim.

Se perder a senha, perde o dinheiro

Muito cuidado para não perder a senha, avisa Rosine. “No bitcoin só o dono tem a senha, mas ela não é como as de banco. É uma senha criptográfica. É um nível mais avançado de segurança e só quem tem essa senha pode acessar e movimentas as criptomoedas. Se perder, não tem a quem pedir, é uma questão matemática.”

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