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Como AI melhora o processo de seleção de candidatos

Como melhorar o processo de seleção de candidatos para uma vaga de emprego? Dessa proposta surgiu a Gupy, startup líder de recrutamento com base em Inteligência Artificial e machine learning no Brasil. Conversamos com Mariana Dias, fundadora da empresa, para saber mais sobre o futuro desse segmento. Mariana é formada em Administração pela USP e tem especialização em Empreendedorismo e Inovação pela Universidade de Stanford. Começou sua carreira como trainee da Ambev, onde trabalhou por quatro anos e ocupou o cargo de Business Partner para a América Latina.

De onde surgiu a ideia de automatizar um processo que é essencialmente humano, a seleção de CVs?

A ideia surgiu da dor do RH nos processos seletivos. Fato que a área de Recursos Humanos lida com o ativo mais importante de todas as organizações: PESSOAS. Mas a dificuldade de atuar de forma mais estratégica com esse ativo é intensificada pela demanda de trabalho operacional da área. Em um processo de Recrutamento e Seleção, há muito mais do que triar CVs. Fazer um planejamento estruturado da vaga junto do gestor, fortalecer a marca empregadora da empresa nos canais onde os candidatos em potencial se encontram, treinar gestores para realizar entrevistas estruturadas, analisar os dados para otimizar um processo engajante a cada edição, etc. A etapa de triagem de currículos pode e necessita de mais agilidade para que o tempo livre seja investido onde realmente o RH pode gerar valor. Foi da experiência como RH em mais centenas de processos que os founders identificaram a oportunidade.

Como a Gupy conseguiu automatizar esse processo?

A Gupy auxilia na automatização do recrutamento e seleção unindo tecnologia com metodologias ágeis. Somos o primeiro player do mercado a utilizar inteligência artificial e machine learning para otimizar ainda mais os processos seletivos. Nossos algoritmos aprendem com o padrão de recrutamento das empresas a cada contratação. Dessa forma, o sistema pode entender continuamente quais são as características, experiências e potencial necessário para cada vaga, o que permite um ranqueamento dos candidatos da vaga que se torna cada vez mais preciso. Nosso ranking é o mais preciso do mercado de forma que somente os 12 candidatos mais bem ranqueados pela IA precisam ser analisados para que se encontre o mais adequado para a vaga, independentemente do número de inscritos na vaga. Além disso, o software permite que a gestão ponta a ponta seja centralizada em um único sistema para que todo o processo seja mais ágil. Da abertura da vaga, divulgação, seleção e gestão dos candidatos e análise de dados, tudo é feito em um único lugar para que os ganhos de eficiência representem tempo livre para que o RH atue ainda mais de forma estratégica. Mas não há tecnologia que ofereça mudança sem o mindset correto. Por isso nosso time de Sucesso do Cliente auxilia as empresas clientes da Gupy a utilizarem a plataforma, mas também a ajustarem seus processos e mindset por meio de treinamentos e planos de ação que garantem o uso correto da ferramenta por parte das empresas.

Como evitar viés na escolha dos candidatos por meio do algoritmo?

Diferentemente dos seres humanos, os algoritmos não possuem pré-conceitos. Esses vieses estão presentes de forma inconsciente nas pessoas devido às experiências únicas que cada um de nós passa em nossas vidas e se manifestam sem nossa percepção, por exemplo, no recrutamento e seleção. Os algoritmos aprendem com a contratação e performance dos funcionários e por isso são na verdade aliados nesse sentido. Há cases na Gupy onde a diversidade no processo seletivo aumentou, por exemplo, em relação ao gênero através do uso da ferramenta, uma vez que características como gênero, etnia, religião, por exemplo, não são analisadas pelos algoritmos. Finalmente, vale lembrar que os algoritmos são treinados pelas pessoas, ou seja, eles aprendem com os inputs de dados utilizados e não tomam decisões sozinhos. Ser crítico e analisar profundamente os resultados é o melhor caminho para entender se os ganhos através da tecnologia estão de acordo com a expectativa ou se novos inputs precisam ser considerados.

Você acha que a IA gera mais empregos do que ela tira? Como você percebe o futuro do trabalho?   

Certamente a tecnologia auxilia na geração de empregos. Esse tempo livre que o RH consegue pode ser despendido para que ele atue de forma mais estratégica no processo, trazendo um novo olhar sobre a gestão de pessoas ao invés de gastar esforço com as partes operacionais do processo. Aliado a isso, contratações mais assertivas, que conectam o melhor candidato à vaga com a posição aberta, geram uma redução de turnover. Empresas que contratam melhor, demitem menos, o que é um impacto não só na qualidade e satisfação do funcionário com o trabalho, como no número de empregos de forma geral. Diversas áreas já agregaram tecnologias em seus processos para gerar ganhos em eficiência e esse movimento está acontecendo agora com o setor de Recursos Humanos. Em um mundo onde cada vez mais tecnologia se torna commodity, ter os melhores talentos aparece com forma como o maior diferencial competitivo das organizações. Dessa maneira, as empresas estão trazendo um novo olhar para entender recrutamento, desenvolvimento e retenção de talentos. Toda essa jornada do funcionário precisa agregar desenvolvimento, experiências prazerosas e impacto social, uma vez que os valores e benefícios entregues pelas empresas precisam mudar rápido com a entrada de novas gerações no mercado de trabalho. Dessa forma, entender que a Employer Experience do funcionário começa desde antes da contratação, ainda no recrutamento, é fundamental para atrair e engajar as pessoas nessa guerra por talentos que vivemos hoje.

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