ENTREVISTA: Marco Stefanini

Eleito a Personalidade Financeira em Tecnologia pelo Prêmio Banking Transformation 2022, Marco Stefanini deve esse título entre outras coisas a seu espírito empreendedor, que tem como característica forte a resiliência na superação de obstáculos. Fundador e CEO Global do Stefanini Group, foi graças a essa postura que ele entendeu o momento para transformar a crise em uma oportunidade de crescimento e encontrou na tecnologia o suporte necessário para oferecer cada vez mais valor a seus clientes.

Nesta entrevista, ele fala sobre o lugar de destaque da tecnologia no setor financeiro do país em âmbito internacional, sobre os desafios para 2023 e sobre o que considera uma das grandes tendências para o setor neste ano: a digitalização do backoffice. 

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Crédito: Cantarino Brasileiro

“Essa é a nossa hora porque temos soluções robustas que ajudam a melhorar toda a estrutura sistêmica do cliente.”


O ecossistema financeiro brasileiro é considerado hoje um dos mais evoluídos do país em termos tecnológicos. No seu ponto de vista, como a tecnologia tem contribuído para o avanço e a sobrevivência dos players mais tradicionais no setor e como a resiliência do grupo  Stefanini contribui para esse cenário?

Marco Stefanini – Por razões históricas de inflação, o setor financeiro no Brasil sempre foi muito pioneiro e liderou o investimento em tecnologia. Eu diria que há pelo menos três décadas o setor financeiro é até mais avançado que muitos países da Europa em termos de tecnologia. 

Esse é o primeiro ponto. O segundo é que temos no país um cenário que incentiva a adesão da tecnologia, com uma parte da população ainda desbancarizada e geralmente pagando altas taxas de juros. Esse cenário combina a tecnologia com a possibilidade de entrada de novos players, o que, na minha opinião, faz daqui um dos melhores lugares do mundo para se investir em tecnologia na área digital financeira. E quando a gente fala em investimento, é possível perceber duas posições: tanto a dos players tradicionais, que já têm uma história de desenvolvimento de tecnologia e conseguem se posicionar, como outros entrantes, por exemplo da área de telecom ou varejo, como a dos que desejam ingressar nesse negócio lucrativo que é o setor financeiro. 

Para a Stefanini, essa combinação é o que chamamos de “mamão com açúcar”, porque temos uma boa estrutura de soluções – nossa plataforma financeira digital Topaz é líder na América Latina – e ao mesmo tempo dispomos de uma experiência para lidar com crises e situações adversas como o que temos vivenciado desde o ano passado, conseguindo combinar a experiência em gestão de crises, com soluções tecnológicas de ponta. Isso nos torna bastante positivos mesmo num contexto adverso. 

Quais são os maiores desafios ainda enfrentados pela Stefanini e pelo braço voltado ao setor financeiro do Stefanini Group, o Topaz, no desenvolvimento de tecnologias para o ecossistema financeiro?

Marco Stefanini – São vários. Começamos pelo desafio da administração do crescimento, já que, diferentemente de outras empresas, vivemos em 2022 um crescimento constante e precisamos lidar com novas contratações. A questão da gestão também é um desafio contínuo. 

Em terceiro lugar, eu diria que precisamos ser mais conhecidos no mercado de soluções financeiras por meio do Topaz, pois estamos falando de uma empresa com quase 30 anos que nasceu no Uruguai, mas que debutou no Brasil há cinco anos, um período relativamente curto. 

Nosso desafio é conquistar o espaço como empresa que oferece soluções digitais e não apenas como empresa de tecnologia como o grupo é conhecido. Temos reduzido esse gap, mas ainda há muito espaço a conquistar. 

CONTINUE LENDO ESSA ENTREVISTA NO INFORMATIVO CB ESPECIAL | PRÊMIO BANKING TRANSFORMATION 2022.

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