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Enquanto bancos fecham pontos de atendimento, o Sicoob abre

O Sicoob – Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil – registrou expansão de 5,7%, em sua rede física, entre 2016 e 2017, com a criação de 165 novos pontos/agências, em estados como São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio de Janeiro, entre outros. E totalizou 2.697 pontos de atendimento, dos quais 2.231 são pontos e 466 cooperativas afiliadas. Enquanto isso, “os bancos tradicionais de varejo, no ano passado, fecharam quase 1,5 mil pontos de atendimento,” informa matéria da Exame.

O diretor operacional do Sicoob Confederação, Francisco Silvio Reposse Júnior, informou, em entrevista à publicação, que nos últimos cinco anos, a instituição abriu 700 pontos de atendimento pelo País. O executivo vê espaço para a expansão das cooperativas por não visarem lucro e estarem mais próximas da comunidade e do associado. “Elas conseguem cobrar spreads (diferença entre o custo de captacap e a taxa do empréstimo) menores que as demais instituições financeiras, além de oferecer um extenso leque de produtos e serviços e participação nos resultados.”

Outras características do Sicoob são a inclusão financeira, uma vez que em 200 municípios brasileiros o sistema é a única instituição financeira presente, o que permitiu que mais de 1,2 milhão de pessoas antes não atendidas pelo sistema bancário tradicional fossem incluídas, por meio do cooperativismo financeiro. E com presença ainda concentrada em cidades menores, 76% das agências estão em municípios com menos de 300 mil habitantes. Além da oferta dos principais serviços disponíveis nos bancos, como conta-corrente, aplicações financeiras, cartão de crédito e débito, empréstimos e financiamentos, além do pagamento de contas de terceiros. Em seu portfólio ainda faltam operações de câmbio. Essa transação aguarda autorização do Banco Central. “Esperamos oferecer esse serviço ainda no primeiro semestre deste ano,” assinala o diretor à Exame.

Reposse acredita que as agências físicas ainda são necessárias no processo de expansão e captação de novos associados para as cooperativas, assim como para qualquer instituição que atue no varejo. As operações digitais representam 71% das transações da instituição, mas, segundo o executivo, ainda não é acessível a todos. “E mesmo que signifique custos, nossa estratégia ainda é baseada em estarmos onde exista necessidade, demanda local, como das associações comerciais, das câmaras de lojistas. Buscamos criar relações com as comunidades e associá-las às cooperativas”, explica.

A reportagem também traz dados da última Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária (edição 2017, com dados relativos a 2016), que evidencia a “tendência de preferência crescente dos clientes em realizar suas transações bancárias por meios eletrônicos – mobile e internet banking que, juntos, representaram 57% das operações realizadas em 2016, enquanto as operações realizadas em agências físicas somaram 8%.”

O economista e professor da Saint Paul Escola de Negócios, Carlos Honorato, disse à Exame que as cooperativas de crédito estão no rumo certo ao manter o investimento em agências físicas e cultivar a proximidade no atendimento. “Os grandes trunfos das cooperativas, além de oferecer, em geral, menores custos aos usuários de produtos e serviços, é esse atendimento mais pessoal e customizado, na contramão dos grandes bancos de varejo, onde os canais online agilizam soluções mas tornam o relacionamento mais padronizado e distante, em muitos casos só se chegando ao gerente, por exemplo, num segundo momento.”

Bancos, fintechs, cooperativas

A dica do economista para o consumidor de produtos e serviços bancários, inclusive para quem está em busca de melhores opções de aplicações, crédito ou financiamento, no atual cenário de queda dos juros básicos, é ficar alerta para três grupos com alternativas diferenciadas: os grandes bancos, as cooperativas e as fintechs. No entanto, o economista adverte que é necessário pesquisar, principalmente sobre a idoneidade das instituições, e comparar. “O importante é analisar e priorizar necessidades, conhecer opções diferentes, tentar não colocar todos os ovos na mesma cesta e, finalmente, não ter medo do novo, buscando a solução mais adequada ao seu momento e perfil”, conclui.

Fonte: Exame

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