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Empresas movimentam mercado brasileiro de meios de pagamento

Por Edilma Rodrigues

Empresas, tradicionais e entrantes, apostam no potencial do mercado brasileiro de meios de pagamentos impulsiona. Nesta semana, a japonesa Rakuten Pay anunciou sistema que comissiona desenvolvedores; a europeia Worldline, seu ingresso no mercado brasileiro de meios de pagamentos e a fintech Acesso, que deve dobrar de tamanho em 2018 e alcançar faturamento superior a R$ 60 milhões.

Esses movimentos apontam que as companhias, além de expandir as formas de pagamento, pretendem incentivar a utilização de meios que levem à sociedade sem dinheiro, com formatos que focam na experiência dos clientes, cada vez com menos atrito e mais conveniência. A Worldline, por exemplo, informa que o objetivo de ampliar sua atuação no Brasil é facilitar, conectar e proteger os pagamentos no e-commerce de forma eficiente permitindo que seus clientes ofereçam aos consumidores experiências de compra online simples e segura em qualquer lugar e dispositivo.

Presente em 29 países, a companhia, que atua no segmento de pagamento e serviços transacionais, quer fortalecer a dinâmica de uma sociedade sem dinheiro. No Brasil, a Worldline atua como processadora de pagamento (gateway) global ao conectar o varejista online (especialmente aqueles considerados tier 1) com os vários adquirentes locais. Sua presença no País é resultado da aquisição da Digital River World Payments, empresa sueca de soluções para o comércio online de classe mundial, firmada no final de 2017 e que já conta em seu portfólio marcas globais do setor de produtos digitais, entretenimento, turismo e venda direta. “A empresa começa no mercado brasileiro, com a experiência de 45 anos no mercado Europeu o que proporciona sinergia tecnológica, eficiência, performance e segurança no processamento de pagamento de e-commerces nacionais que buscam uma atuação global e vice-versa”, explica a head Latino América para aceitação de pagamentos online da Worldline, Thais Fischberg.

Segundo a Rakuten Pay, a operação das empresas de e-commerce no Brasil é exposta a grandes desafios todos os dias – e a falta de conhecimento técnico ou de alinhamento entre os objetivos de lojistas e de desenvolvedores pode dificultar ainda mais a operação do comércio digital de cada uma delas. Para fazer frente a esta barreira a japonesa lança sistema de reconhecimento, que comissiona os desenvolvedores que se juntarem ao programa Rakuten Developers e integrarem a solução do Rakuten Pay em lojas virtuais. O objetivo do modelo é promover a relação entre lojas virtuais e desenvolvedores, que recebem 1% do valor de cada pedido transacionado no e-commerce implantado. Agências responsáveis pela integração também podem participar. Esse valor será pago pelo próprio Rakuten Pay, sem onerar o lojista.

Além disso, a Rakuten vai cobrir qualquer taxa de intermediação de pagamento existente no mercado. Para isso, o lojista deve apresentar uma comprovação do valor cobrado atualmente.

Já a fintech brasileira Acesso foca em estratégia baseada em tecnologia voltada ao controle financeiro e na democratização de soluções de pagamento para pessoas físicas e jurídicas. A startup quer transacionar R$ 2 bilhões em 2018, praticamente o dobro do ano anterior. A projeção é dobrar de tamanho e alcançar faturamento superior a R$ 60 milhões. A empresa recebeu um aporte de R$ 21 milhões do fundo InvestTech no final do ano passado e passou a investir mais RS 12 milhões desse montante em novos produtos e posicionamento da marca.

Fundada em 2010, a fintech atende mais de meio milhão de brasileiros que buscam alternativas ao cartão de crédito. De acordo com o CEO da Acesso, Paulo Kulikovsky, com a crescente penetração da tecnologia na vida financeira do consumidor, as fintechs têm um potencial imenso para introduzir ferramentas que facilitem sua vida, seja na gestão de despesas ou em um pagamento mais ágil. O investimento em inovação e expansão de nossos serviços nesse momento do país é essencial, pois ganhamos fôlego para levar alternativas acessíveis ao consumidor que demanda por soluções mais personalizadas, explica

Com informações das assessorias de imprensa

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