Por Edilma Rodrigues
A SWAP, fornecedora de infraestrutura de banco para startups, recebeu aporte de R$ 17 milhões de oito fundos de venture capital — entre eles o a.b.seed Ventures, Canary, Global Founders, Flourish Ventures e a SOMA Capital. A rodada foi liderada pela ONEVC, gestora brasileira baseada em São Francisco que foi uma das primeiras investidoras da Rappi. Outros investidores incluem o fundador da 99 e da Yellow, Ariel Lambrecht, e os do iFood, Guilherme Bonifácio e Patrick Sigrist.
A informação é do Brazil Journal, que salienta que ao investir na SWAP, os fundos estariam investindo ao mesmo tempo em todas as fintechs do Brasil por meio de uma só empresa. Isso porque a tecnologia da companhia, fundada por Douglas Storf e Ury Rappaport, permite que empresas de diversos segmentos criem rapidamente sua própria wallet, emitam cartão ou lancem um banco digital.
“Parte dos recursos da rodada vai financiar a operação da SWAP no mercado de processamento de cartões, o nicho mais rentável do setor. A startup passou meses negociando com a Mastercard e lançou recentemente esse serviço, emitindo e processando cartões de débito e crédito para seus clientes. A capitalização também vai permitir aumentar a equipe de desenvolvimento e manter a operação rodando enquanto a empresa não gera caixa,” informa o portal de notícias.
APIs: basta digitar algumas linhas de código e o sistema funciona
“A simplicidade deles (referindo-se à SWAP) é um game changer: basta digitar algumas linhas de código para ter o sistema funcionando. E isso é uma tendência: todos os bons desenvolvedores querem trabalhar com APIs hoje. Eles não têm mais paciência para usar arquiteturas antigas e modelos lentos,” informa o sócio da ONEVC responsável pelo investimento, Bruno Yoshimura, ao Brazil Journal.
A ideia de criar a SWAP, em 2018, surgiu quando Storg e Rappaport, procuraram no mercado empresas de infraestrutura bancária para viabilizar um projeto para criar uma fintech dentro da 99 e perceberam as ineficiências desse mercado. O terceiro sócio da startup é Alexandre Takinami, que cofundou o GuiaBolso, onde foi o responsável pela integração do aplicativo com bancos e corretoras.
Os três fundadores da SWAP conseguiram reduzir drasticamente o tempo para colocar essa infraestrutura de pé — simplificando um processo complexo e cortando o tempo de entrega de meses para dias com o uso de APIs. “Hoje, a startup atende empresas como a Leadr, a rede social de investimentos da XP, que contratou seus serviços para criar um simulador de negociações,” explica o Brazil Journal. A Clickbus também está criando uma wallet própria.
Startup deve se tornar sustentável em dois anos
Ury contou ao portal que, para o negócio se tornar sustentável, seria necessário ter uma escala de cerca de 10 milhões de contas (somando todos os clientes da SWAP) — o que em sua estimativa deve acontecer em até dois anos. O modelo de monetização da SWAP varia de acordo com o perfil da empresa. Para clientes menores, ela cobra uma licença pelo uso do aplicativo, além de mensalidade por conta ativa. Para os clientes maiores, ela cobra um percentual sobre o volume total transacionado no sistema.
Hoje, 70% de base se enquadra no primeiro modelo. Os grandes clientes da empresa são as americanas Marqeta, que foi avaliada em mais de US$ 4 bilhões numa rodada recente, e a Synapse.Fi, a aposta da Andreessen Horowitz (a16z) neste segmento, que chama o negócio de “a AWS de pagamentos”.
Fonte: Brazil Journal