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Empresa holandesa de IA quer melhorar mercado imobiliário

Imagine que em vez de depender da avaliação subjetiva de um corretor, o valor dos imóveis de uma cidade pudesse ser estimado pelos usuários e por inteligência artificial. Quando Teun van den Dries comprou uma casa pela primeira vez, em 2011, a empresa que determinou o valor do imóvel simplesmente perguntou quanto ele achava que a casa deveria custar.

Essa experiência incentivou o empreendedor holandês Sander Mulders a lançar a GeoPhy, uma plataforma de avaliações de imóveis com base em inteligência artificial, cujo objetivo é levar mais transparência ao mercado imobiliário.

Criada em 2014, a empresa anunciou que conseguiu US$ 33 milhões em uma rodada de financiamento série B liderada pela Index Ventures. Para Van der Dries, “em nenhum outro setor há um equivalente real em que tamanha quantia em dinheiro é negociada com base em tão pouca informação quanto o mercado de imóveis”.

A GeoPhy reúne e analisa milhares informações sobre imóveis –  desde imagens de satélite, dados de vendas e registros de propriedades até índices de criminalidade, espaços verdes e a densidade de cafeterias independentes nas proximidades – para determinar as avaliações dos imóveis. A empresa atualmente se concentra em imóveis comerciais, mas planeja se expandir para o mercado residencial.

O serviço ajuda os clientes, como agências de classificação de risco, bancos e firmas de hipotecas, a entender melhor o valor das propriedades comerciais e criar modelos de empréstimos mais precisos.

“Hoje em dia, temos uma avaliação muito subjetiva das propriedades –  você pode pegar um avaliador ou o chefe de aquisições em um dia ruim”, diz Aaron Perlis, diretor de tecnologia da empresa de financiamento de imóveis comerciais Walker & Dunlop. “Um credor como nós quer tentar compreender o valor real de uma propriedade, ver qual é o valor objetivo que posso respaldar estatisticamente”.

Segundo os executivos da GeoPhy, a empresa oferece avaliações mais baratas e rápidas do que as tradicionais – que demoram cerca de um mês e chegam a custar até US$ 6.000. O novo financiamento ajudará a expandir a presença da startup nos EUA e na Europa, com planos de entrar na região Ásia-Pacífico em 2020. Esses planos de expansão também representam desafios para a empresa. A adoção provavelmente vai variar de país a país dependendo do acesso aos dados.

O objetivo final da GeoPhy é futuramente calcular o valor de cada edifício do mundo. “Essa é a meta, e é uma meta elevada”, disse Jan Hammer, sócio em Londres da Index, que também se unirá ao conselho da GeoPhy.

Fonte: Exame.

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