Transformação e eficiência tecnológica na jornada de Luis Bittencourt

Promovido a vice-presidente de tecnologia e operações da F1rst – braço do Santander –, ele foi eleito Personalidade Financeira Tecnologia pelo 19º Prêmio Banking Transformation
por Ana Carolina Lahr
Engenheiro de computação formado pela Unicamp, Luis Bittencourt estreou sua carreira financeira como trainee no Itaú, onde permaneceu por 14 anos, atuando e desenvolvendo-se na área de dados analíticos, inteligência comercial, canais digitais e implantando modelos de risco em crédito. A experiência lhe conferiu competências para continuar crescendo até chegar ao Santander, onde comemora 11 anos de atuação, dos quais os últimos três foram dedicados à área de tecnologia, à frente da F1rst.
Nesses 27 anos de carreira, ele viveu de perto a evolução da tecnologia, tanto na infraestrutura, quanto o seu papel na sociedade. “No início, quando os bancos estavam se modernizando, a tecnologia era um diferencial. Depois, no final dos anos 90, já se falava que a tecnologia era commodity e ocorreu uma onda muito grande de terceirização. Hoje, ela voltou a estar no centro dessa transformação. Tudo o que acontece hoje nos bancos passa pela tecnologia. Você não consegue lançar um produto novo ou um serviço novo que não seja através dela”, observa, em entrevista ao CANTAcast.
Amante do tema e apaixonado pelas pessoas, a fusão entre essas preferências destacam sua atuação como líder e fazem de sua gestão um exemplo a ser seguido. “Temos toda uma agenda de inovação, que trabalha para o negócio e para o cliente, e esse título vem na direção de reconhecer a paixão por toda essa transformação”, agradece.

“As pessoas nunca foram tão importantes, justamente porque as tecnologias evoluíram muito. Hoje, você consegue ter uma diferença de performance impressionante dependendo do talento que você tem para alavancar as tecnologias que estão disponíveis.”

Para ele, a mudança de mindset do gestor de tecnologia é o principal desafio das instituições financeiras em um momento marcado pelo seu protagonismo na sociedade. “O papel do líder não é mais controlar a tecnologia, e sim ser um enabler, ou seja, um habilitador da tecnologia para todas as áreas de negócio. Você tem que ser um orquestrador; assumir a tecnologia para si e entender de estratégia de arquitetura, cloud e o seu portfólio de soluções tecnológicas para criar um roadmap para o negócio por meio da evolução tecnológica”, observa.
Nesse papel, gerar provocações e gerir a operação do negócio como um todo se mostram, para ele, essenciais. “Isso gera tensões e gera também uma discussão sobre responsabilidades. Somos, em primeira instância, responsáveis pela operação, mas o negócio também é responsável pela evolução tecnológica, entendendo a importância dos investimentos, das escolhas corretas, das priorizações. Então, é sempre um jogo de provocações e de colaboração.”
Nesse processo, ele ressalta a importância da especialização para promover a conexão entre tecnologia e capital humano. “Temos promovido uma aproximação muito grande com o negócio especializado, mas trazendo a especialização tecnológica também, fortalecendo aquilo que a gente chama de chapters de tecnologia. Sempre olhando a experiência do cliente, mas com um forte viés de eficiência e produtividade”, revela.

Tendências tecnológicas 2024

Com o trabalho das comunidades tecnológicas dedicado à evolução dos canais digitais e ao mundo dos dados do banco, Bittencount aponta o investimento em data science, data transformation e inteligência artificial, e a transformação para cloud, como prioridades de tecnologia da F1rst em 2024. 

“Com o advento dessa transformação radical de IA generativa, a gente já tem experimentado melhorias de 30% na produtividade. O Santander sempre tem esse viés de fazer a transformação, mas com muita preocupação pela eficiência”, destaca.

A tecnologia também tem guiado automação de testes mais avançados.

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