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“Mapeamento dos Estagiários Negros no Brasil” foca diversidade nas empresas

Iniciativa lista as 20 universidades brasileiras com mais representatividade no grupo
A contratação de estudantes negros para vagas de estágios tem aumentado de maneira consistente no Brasil. De 2018 até outubro de 2023, o salto no volume de contratações anuais de estudantes pretos e pardos foi de 327%, o que representa um crescimento anual médio de 46%. É o que revela a terceira edição do “Mapeamento dos Estagiários Negros no Brasil”, um levantamento inédito feito pela Companhia de Estágios, empresa que oferece soluções de recrutamento e seleção de estagiários, trainees e aprendizes para algumas das maiores organizações do país.

“As iniciativas focadas em inclusão racial se firmaram no mercado de estágio brasileiro e as empresas não estão apenas atraindo estudantes negros para os seus processos seletivos de forma pontual, mas de forma contínua. Conhecer bem o perfil dos talentos negros no país tem sido fundamental neste processo de inclusão para que as empresas direcionem suas estratégias de atração e seleção de talentos. O objetivo é que as pessoas contratadas sejam realmente expostas aos desafios do negócio, desenvolvidas por seus líderes e que ao final sejam efetivadas e passem a integrar de fato o pipeline de talentos das organizações”, comenta Tiago Mavichian, CEO e fundador da Companhia de Estágios.

O estudo tem como base 10.378 universitários negros contratados entre 2018 e 2023, com formação técnica ou superior nas cinco regiões do país e considera a mesma classificação de “cor ou raça” do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em que o termo negro se refere à soma das populações preta e parda. 
Atualmente, 57% dos estagiários pretos e pardos são mulheres, moram no Sudeste (79%) e têm idade média de 23 anos – faixa etária similar à dos estagiários brancos, que têm em torno de 22 anos. No mapeamento do ano passado, a idade média era maior, 25 anos.

Quem são os estudantes negros no Brasil?

De acordo com números do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), sete em cada dez jovens que não estudam ou não concluíram a faculdade são negros. O IBGE também mostra que a taxa de desocupação profissional é maior entre os negros: 11% entre os que se autodeclaram pretos, 10% entre os pardos e 7% entre os brancos. E, quando empregados, os negros crescem menos dentro das organizações. Embora mais da metade (54%) dos trabalhadores do país sejam pretos ou pardos, apenas 30% dos cargos gerenciais nas empresas são ocupados por eles.
Para reverter esse cenário, as empresas estão contratando, desenvolvendo e promovendo jovens negros no Brasil. Portanto, entender o perfil dos talentos negros é o primeiro passo para as empresas direcionarem suas estratégias de atração e seleção.
De acordo com o levantamento da Companhia de Estágios, 75% dos estagiários negros que trabalham em empresas brasileiras vêm de universidades particulares, um percentual que está em linha com o cenário nacional. Números do Censo da Educação Superior de 2021, por exemplo, mostram que, do total de ingressantes em cursos de graduação, apenas 12% estão em instituições públicas. Em números absolutos, isso significa que 492.141 mil estudantes entraram em faculdades públicas, entre federais, estaduais e municipais, e 3.452.756 milhões em privadas.
Além de virem majoritariamente da rede particular de ensino superior, os estagiários negros têm maior prevalência em cursos de administração, engenharia civil, engenharia de produção, engenharia mecânica e direito. Apenas como parâmetro de comparação: dados da PNAD Educação, divulgados em junho de 2023, mostram que o país possui 4,1 milhões de universitários pretos e pardos. Eles ocupam hoje 48,3% das vagas no ensino superior, somando-se instituições públicas e privadas.

Onde estudam os jovens negros?

Um dos pontos fundamentais no processo de inclusão de jovens estudantes negros é a atração, ou seja, fazer com que eles se interessem pela empresa e enxerguem nela um ambiente para se desenvolver e crescer profissionalmente. Para isso, é preciso estar onde os jovens negros estão.

"Os grandes grupos educacionais do Brasil, como Cogna [antiga Kroton], Unip, Anima, Ser Educacional, reúnem um grande número de instituições de ensino que concentram boa parte dos estudantes de nível superior do país, por isso o maior número de estudantes negros também está nessas instituições. A boa notícia é que todas elas tem foco em empregabilidade e são, portanto, boa fonte para atração desses talentos", pontua Tiago Mavichian, CEO da Companhia de Estágios.

Os cursos com mais representatividade entre os jovens negros são Administração, Engenharia Civil, Engenharia de produção, Direito e Análise e desenvolvimento de sistemas. Já entre os pardos, destacam-se os cursos de Administração, Engenharia Civil, Engenharia de produção, Engenharia mecânica e Engenharia química.
Ainda de acordo com o levantamento, na prática, as cinco áreas que mais contrataram esses estudantes foram: engenharia (construção civil), recursos humanos, marketing, operações e comercial.
O estudo completo pode ser acessado no link.

Conheça as 20 universidades brasileiras com maior representatividade entre estagiários negros:

  1. Universidade Nove de Julho Uninove
  2. Unip – Universidade Paulista
  3. Universidade São Judas Tadeu – USJT
  4. USP Universidade de São Paulo
  5. Universidade Cruzeiro do Sul – Unicsul
  6. Universidade Anhembi Morumbi
  7. FMU – Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas
  8. Unicamp – Universidade Estadual de Campinas
  9. Universidade Federal de São Paulo – Unifesp
  10. Universidade Cidade de São Paulo – Unicid
  11. Centro Universitário das Américas – FAM
  12. Instituto Presbiteriano Mackenzie
  13. Universidade Federal do ABC – UFABC
  14. Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera
  15. Centro Universitário Estácio de São Paulo
  16. Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ
  17. Universidade Estácio de Sá
  18. Unicesumar – Universidade Cesumar
  19. Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho – Unesp
  20. Universidade Federal do Maranhão – UFMA
(Com informações da Assessoria de imprensa)

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