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É possível prever a demanda com inteligência artificial?

Na microeconomia, a teoria do consumidor na microeconomia preocupa-se em entender como são feitas as escolhas de bens para, a partir daí, deduzir a demanda. Na prática, o que se busca é compreender como as pessoas alocam sua renda para a aquisição de mercadorias e serviços, de acordo com suas preferências e respeitando a sua restrição orçamentária para maximizarem sua satisfação.

Entender a escolha do consumidor é fundamental para que as empresas decidam quanto ofertar e a que preço. Há até pouco tempo, era limitada por conta dos complexos cálculos envolvidos no processo. Entretanto, com o advento da Inteligência Artificial, isso mudou. A curva da demanda agora pode ser mais assertiva do que jamais imaginado pelos economistas clássicos e neoclássicos.

Ao levar em consideração outras variáveis, como renda e tipos de bens demandados, uma empresa pode saber exatamente quanto de sua produção será consumido, que público vai consumir e, o melhor: onde estão aqueles que ainda não conhecem seus produtos. Além de levar em consideração as variáveis clássicas da microeconomia, a modelagem de AI observa dados como sexo, localização e perfil de compras, que servem para a formação de perfis de grupos de consumidores, chamados personas.

Com a base dados da própria empresa, possível entender o histórico de compras dos consumidores. Tais dados são combinados com uma base maior e, por meio do uso de inteligência artificial, são transformados em informações capazes de otimizar vendas e melhorar a rentabilidade dos negócios, seja através de campanhas mais assertivas ou de uma gestão de estoque correta.

Com o uso da AI também é possível encontrar a função utilidade – relação matemática que associa níveis de utilidade a cestas de mercado individuais – mais completa e que expresse as preferências do consumidor. Desta forma, ao invés de a empresa oferecer todos os produtos para todos os clientes, ela passa a direcionar suas ofertas ao perfil de compra adequado àquele produto. Isso aumenta a assertividade e reduz custos, ao possibilitar direcionamento a quem tem mais chance de se interessar pela oferta, aumentando a taxa de conversão.

Deve-se lembrar que a utilidade marginal do consumidor (satisfação adicional obtida do consumo de uma unidade a mais de determinado bem) é decrescente, pois à medida em que se consome mais de determinada mercadoria, quantidades adicionais terão menor utilidade. A AI, após encontrar e multiplicar o potencial de mercado ao identificar as personas ideais para comprar determinados produtos, deve ser voltada à retenção e rentabilização do cliente. A partir do momento que o consumidor começa a se relacionar com a empresa, pode-se entender seu comportamento que norteará novas ofertas.

Fonte: Administradores.com.br

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