Registro da entrevista exclusiva com Roseli Garcia, vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Do papel ao score: Roseli Garcia conta a evolução do crédito nacional

A vice-presidente da ACSP revela como o Serviço Central de Proteção ao Crédito transformou o consumo e o varejo no Brasil

A história do crédito no Brasil guarda capítulos de uma engenhosidade que transformou o “caderno de fiado” em complexos algoritmos de inteligência de mercado. Em entrevista exclusiva para o livro Over Limit, novo projeto da Editora Canteiros, Roseli Garcia, vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), relembrou os tempos em que a concessão de crédito dependia de informantes que visitavam vizinhos e locais de trabalho para checar a reputação de compradores.

“O primeiro grande marco na história desse crédito foi quando o pessoal dessas empresas da época sentaram aqui e falaram: por que a gente fica atendendo os informantes lá nas nossas lojas? Por que a gente não manda as informações todas para um lugar e esse lugar atende?”, explica Roseli, referindo-se à criação do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), em 1955.

Educação financeira e o futuro do crédito

Para Roseli, o papel da associação sempre foi além da negativação, focando também na reinclusão do consumidor através de feirões de negociação de dívidas e programas de educação financeira. Ela acredita que o setor vive agora uma nova disrupção com a inteligência artificial e o Open Finance, onde o controle do dado migra do banco para o cliente:

“Quem vai comandar o futuro do crédito é o consumidor levando suas informações”.

A centralização do crédito brasileiro

Um dos movimentos mais desafiadores liderados pela ACSP foi a criação da RENIC (Rede Nacional de Informações Comerciais), que unificou dados de associações comerciais e CDLs de todo o país. Antes disso, cada município detinha apenas informações locais, obrigando lojistas nacionais a realizarem centenas de ligações para checar o histórico de um cliente. Esse esforço de centralização, apoiado por gigantes como Casas Bahia e Riachuelo, foi fundamental para que o varejo pudesse crescer com segurança e agilidade em escala nacional.

Se você quer compreender como essa rede foi tecida e conhecer os bastidores das negociações que moldaram o mercado atual, confira todos os detalhes no livro Over Limit!

Compartilhe

Notícias relacionadas

CANTAnews
Qual é o sentido de patrocinar um evento?
O que a teoria do marketing B2B e a Febraban Tech 2026 revelam sobre o...
CANTAnews
Leandro Vilain é indicado para assumir a presidência da Febraban
Com ampla bagagem no setor financeiro executivo sucederá isaac sidney em processo de transição institucional...
Exclusiva
Febraban Tech 2026: veja os principais lançamentos e inovações do setor
Confira o resumo das novidades em inteligência artificial, meios de pagamento e prevenção a fraudes...
Exclusiva
Febraban Tech: especialista explica como o crédito próprio transforma o varejo
André Maniezo explica como dados, IA e tecnologias embarcadas impulsionam a fidelização e a redução...

Assine o CANTAnews

Não perca a oportunidade de saber todas as atualizações do mercado, diretamente no seu e-mail

Rolar para cima