Programa do governo federal perdoou até 95% das dívidas e reabriu acesso ao crédito agrícola; reforma agrária também foi destaque
Por Cantarino Brasileiro*
Em entrevista no programa Bom dia, Ministro, no último dia 10, o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, apresentou um balanço dos primeiros três meses do Desenrola Rural, iniciativa do governo federal voltada à renegociação de dívidas e retomada do crédito para agricultores familiares. Segundo ele, mais de 56 mil famílias já foram beneficiadas, com cerca de R$1,78 bilhão em dívidas rurais renegociadas com descontos que chegam a 95%.
“Já conseguimos que 56 mil pessoas e 89 mil contratos fossem repactuados. Isso representa que essas pessoas podem retomar o crédito agrícola. O que queremos é mais gente produzindo alimentos e isso demonstra que o programa ‘pegou’. Ele é muito vantajoso, tem gente que tem desconto de 95% da dívida”, afirmou Teixeira.
O Desenrola Rural operou, entre 24 de fevereiro e 23 de maio, 89.571 renegociações de contratos, abrangendo modalidades como Dívida Ativa da União (DAU), fundos constitucionais, crédito de instalação e operações do PRONAF. A iniciativa, além de aliviar o endividamento, possibilitou o retorno ao sistema de crédito rural, considerado essencial pelo ministro para a manutenção da produção de alimentos.
“É a hora de, quem tem pendência, fazer o Desenrola e voltar a tomar o crédito agrícola. O Brasil precisa que os agricultores possam tomar o crédito, que é vantajoso, tem juros de 3% para produção de alimentos, 2% para agroecologia e 0,5% para comprar máquinas”, explicou.
Teixeira reforçou que o objetivo do governo é ampliar o alcance do programa, incentivando o uso consciente do crédito.
“Queremos que todo mundo tome o crédito agrícola e aproveite essa porta que é o Desenrola Rural. Uma porta vantajosa para superar pendências. Nós queremos que os agricultores estejam com possibilidade de continuar produzindo alimentos”, completou.
Além do Desenrola Rural, o ministro destacou a retomada da reforma agrária, interrompida nos últimos anos e reativada em 2023. Segundo ele, mais de 15 mil novos lotes já foram destinados desde o início do atual governo. A expectativa é assentar 60 mil famílias até o fim de 2026, sendo 30 mil até o final de 2025. Atualmente, cerca de 115 mil famílias acampadas aguardam regularização.
“Nós já pusemos R$1,1 bilhão para a compra de terras e estamos usando as terras públicas, terras que são de adjudicação, e voltamos a assentar famílias. Em termos de possibilidades de novos loteamentos, devemos terminar este mês com 16 mil novos lotes a destinar, que agora passaremos para a seleção no mês de junho e julho”, afirmou o ministro.
Teixeira ressaltou que a reforma agrária está conectada ao acesso a crédito e assistência técnica, e não apenas à posse da terra.
“Reforma agrária para nós é terra, mas também é crédito. Já foram entregues R$1,5 bilhão de crédito. Nós estamos também fazendo um programa de desenvolvimento de assentamentos com as universidades e institutos federais, programas de acesso a mercados. Temos dois programas públicos de compras públicas que são robustos, que é o Programa de Aquisição de Alimentos e o Programa Nacional de Alimentação Escolar”, detalhou.
Para o ministro, os dados apontaram que 2025 poderá ser o ano mais bem-sucedido da história da reforma agrária no Brasil, com possibilidade inclusive de elevação da meta de lotes entregues.
“Estamos com possibilidade de conseguir, só numa operação de adjudicação, ampliar a meta do ano para 26 ou 27 mil, o que nos possibilita fazer com que seja o ano de maior entrega na história do Brasil de lotes para a reforma agrária”, concluiu.
*Escrito com IA Generativa