Cultura é o principal desafio da transformação digital

A transformação digital se tornou imprescindível para que as corporações se mantenham competitivas e, mesmo, sobrevivam. No entanto, alguns desafios precisam ser transpostos pelas organizações, de acordo com o sócio-fundador da consultoria Verity, Alexandro Barsi, como  a cultura e os softwares. Mas a cultura, alerta Barsi, está em primeiro lugar e vai ficar nessa posição por muito tempo. “É difícil mudar a cabeça das pessoas que gerem os negócios para que entendam que o que funcionou no modelo tradicional, não funciona mais. E o board precisa entender que, agora, o cliente é o ponto central e está cada vez mais exigente, em busca de novidades e facilidades,” enfatiza o executivo.

Para Barsi, na nova cultura, a área de negócios precisa falar com a área de tecnologia. “Elas precisam andar juntas, ter o mesmo objetivo.” De acordo com a consultoria, as empresas sentem a pressão global para continuarem avançando com a transformação, em ritmo mais acelerado. E os resultados da Verity parecem comprovar esse prognóstico. A empresa faturou R$ 35 mi, no ano passado e sua expectativa é crescer 30%, em 2018, nos segmentos de meios de pagamentos, bancos e seguradoras. “Nossa abordagem end-to-end vai da área de negócios à de tecnologia, para entender as necessidades, transformar os negócios, verificar os produtos a serem desenvolvidos, funcionando como um hub de tradução dentro das empresas,” assinala.

Segundo Barsi, o momento é de integração. A área de negócios deve enxergar a de tecnologia como um meio, bem como a de tecnologia ver a de negócios como fim. Ambas com um só o propósito: a entrega de valor para seus clientes e acionistas.

Outro desafio a ser superado pelas corporações é fatiar os sistemas monolíticos, como os legados, que embora sejam muito importantes por conterem muitas informações, ainda emperram a agilidade de entrega de um produto ou serviço diferenciado para o cliente. A saída, aponta o executivo, é  fatiar os sistemas por domínios: negócios: crédito, seguros, dados sensíveis etc. As startups já nascem organizadas dessa maneira, por domínio de assunto, o que facilita e agilizada entregas. Não existe fórmula. Tem que começar a fazer. Se não fizerem esse movimento, as empresas estão fadadas à morte,” sentencia Barsi.

Sobre a maturidade das indústrias brasileiras, Barsi diz que há disparidade. Algumas, como o caso dos bancos, estão mais maduras. Já o mercado de seguros precisa se reconstruir. Outros mercados como o de serviços, locadores de automóveis, por exemplo, precisam evoluir.

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