O site Vakinha, fintech brasileira de crowdfunding, que arrecadou R$ 85 milhões desde sua fundação, começou a aceitar doações em bitcoins. Para viabilizar as operações em criptomoedas, o site fechou uma parceria com a ZPay, empresa que oferece um gateway que faz a conversão e transferência imediata dos valores em Reais para a conta da campanha.
As doações feitas em bitcoins vão seguir as mesmas regras e processos atuais do Vakinha, que aceita doação mínima de R$ 20,00 e máxima de R$ 20 mil, cobrando 6,4% de taxa sobre a arrecadação, enquanto média de mercado é 12%, graças a pesados investimentos do site no desenvolvimento de tecnologia própria de sistemas de pagamentos para reduzir custos de operação.
Crescimento da demanda
Luiz Felipe Gheller, diretor de TI e um dos fundadores do Vakinha, afirma que a abertura para as criptomoedas visa atender a nova demanda de mercado e aumentar o leque de possibilidades de quem deseja fazer doações para causas sociais e projetos de todos os tipos. “Essa também é uma excelente alternativa para quem mora fora do Brasil e deseja participar ativamente de correntes de solidariedade”, observa.
Na avaliação de Ricardo Dortas, diretor executivo e fundador da ZPay, a abertura deste novo canal de negócios é um passo importante no avanço e popularização dos bitcoins. “No Brasil, até o momento, as criptomoedas ainda são usadas quase que exclusivamente para especulação financeira. O Vakinha amplia consideravelmente seu espectro de utilização”, afirma.
Evitar fraudes – A opção por usar a plataforma de crowdfunding também é uma maneira de evitar fraudes. No Vakinha os valores arrecadados são públicos. Isso ajuda a quem vai doar saber se a meta foi atingida ou não, norteando de forma transparente sua decisão. Outro aspecto é o sistema de inteligência artificial criado pelo site, que retém as arrecadações durante 15 dias, enquanto faz avaliações de indícios de fraude como possíveis clonagens e garante o destino correto das arrecadações ou a devolução do dinheiro ao doador, se for o caso.