O fundo de investimentos Dynasty, formado por um grupo de empreendedores brasileiros centralizados no Crypto Valley, principal área para desenvolvimento de ecossistemas tecnológicos, localizado em Zug, na Suíça, lança a criptomoeda D¥N, com lastro no mercado imobiliário mundial. A ideia, segundo a Reuters, é captar US$ 150 milhões com o ICO – oferta inicial de criptomoedas – operação que deve marcar a estreia de brasileiros nesse mercado. “Segundo idealizadores do projeto, seu fundo Dynasty, criado em 2016, está perto de receber aval de reguladores na Suíça para se converter de sociedade limitada em sociedade anônima, antes de fazer a captação inicial, prevista para 15 de março. Metade dos recursos deve vir de investidores qualificados. O restante será oferecido ao público,” informa a agência.
Vale lembrar que a Dynasty é um Fundo Imobiliário que opera sobre uma plataforma tecnológica com Inteligência Artificial para investimentos em ativos imobiliários em blockchain. A companhia suiça promete revolucionar o segmento das finanças – na vertente digital – ligando suas operações com o mercado de real estate. O portfólio de imovéis da Dynasty contará com mais de US$ 500 milhões em empreendimentos nas principais cidades do mundo. São propriedades prontas para a aquisição, que garantem o valor da moeda fora do âmbito digital. Ou seja, cada D¥N representará um pedaço de chão no mercado imobiliário mundial, informa o global manager da Dynasty, Eduardo Carvalho.
Para a definição destes imóveis, a Dynasty conta com um time internacional de especialistas imobiliários, localizados nos Estados Unidos, Europa, China, Oriente Médio e América Latina. A gestão da carteira líquida da empresa será realizada pelo Credit Suisse, banco suíço, que acompanhará cada transação comercial.
Pela regra do negócio, os investidores que incluírem o D¥N em suas carteiras terão uma fração do portfólio Dynasty. As operações poderão variar entre aquisição total ou parcial de imóveis, aquisição de títulos de fundos imobiliários e aquisição de participação em construtoras e incorporadoras.
Junto com Carvalho, que vem do mercado de real estate, uma rede mundial foi formada para que o negócio seja consistente e seguro. O projeto tem sido moldado há dois anos e os investimentos já passam de CHF 2 milhões (valor em francos suíços, que representa pouco mais de US$ 2 milhões). Cerca de 40 pessoas espalhadas em Zug (Suíça), Nova Iorque, Barcelona e São Paulo trabalham na iniciativa nas áreas financeira, jurídica e de tecnologia.
Acordos mundiais reforçam segurança
Para não cair nas incertezas das criptomoedas que já existem e trazer segurança para o investidor nesta nova vertente de atuação, o grupo vem trabalhando na regulamentação do setor por meio de acordos mundiais.
Segundo a Dynasty, ela utiliza procedimentos já conhecidos pelos bancos internacionais para garantir proteção contra fraudes: o KYC (Know Your Customer), que possibilita a identificação e verificação dos seus clientes, e o AML (Anti-Money Laundering), conjunto de procedimentos para impedir a geração de renda em fundos ilegais e lavagem de dinheiro. É um caminho sem volta. As aplicações com moedas digitais são temas de debates ao redor do mundo, analisa Carvalho.