Imagem criada por inteligência artificial

Criptoativos passam a ser aceitos como garantia de crédito no Brasil

Uso de moedas digitais para lastrear empréstimos promete reduzir juros e modernizar o sistema financeiro nacional

O mercado financeiro brasileiro vive uma virada histórica com a consolidação dos criptoativos como garantia real em operações de crédito. Bancos tradicionais e fintechs começaram a oferecer linhas de financiamento em que Bitcoin, Ethereum e stablecoins são utilizados para assegurar o pagamento, permitindo que os clientes acessem liquidez imediata sem precisar vender seus ativos digitais. A modalidade, que ganha tração neste início de 2026, é impulsionada pelo avanço da regulação do Banco Central e da CVM, posicionando o Brasil na vanguarda da convergência entre as finanças tradicionais e a economia cripto.

Eficiência tributária e juros baixos

Uma das grandes vantagens dessa nova frente de crédito é a preservação da estratégia de longo prazo dos investidores. Ao utilizar as criptomoedas como colateral, o tomador do empréstimo evita a liquidação do ativo, o que, além de manter o potencial de valorização, elimina a necessidade de pagar imposto de renda sobre ganho de capital no momento da transação. Além disso, por se tratar de uma garantia de alta liquidez e custódia digital, o risco para as instituições financeiras diminui, refletindo em taxas de juros consideravelmente menores do que as do crédito pessoal convencional.

O movimento atende tanto ao investidor de varejo, que busca fôlego extra para emergências, quanto ao investidor institucional, que utiliza a modalidade para otimizar o fluxo de caixa sem abrir mão de suas posições no mercado.

Segurança jurídica e regulação

A expansão dessa modalidade foi pavimentada pela clareza regulatória estabelecida pela Lei 14.478/2022, o Marco Legal dos Criptoativos. Com as diretrizes do Banco Central para as VAs (Virtual Assets), as instituições financeiras agora possuem protocolos rígidos para a custódia desses valores, garantindo que a garantia esteja protegida contra oscilações extremas do mercado por meio de chamadas de margem automatizadas. Isso significa que, se o valor da criptomoeda cair drasticamente, o sistema pode solicitar garantias adicionais ou realizar uma liquidação parcial para cobrir o saldo devedor.

Com a integração crescente entre o Pix, o Drex e as redes blockchain, a expectativa é que o crédito com garantia cripto se torne tão comum quanto o crédito consignado ou o financiamento de veículos ao longo dos próximos dois anos, consolidando a nova infraestrutura digital do país.

Compartilhe

Notícias relacionadas

TOP 6
BC amplia transparência e cria novas séries sobre política cambial
Página oficial reunirá histórico de dez anos e cronogramas de vencimento de Swap Cambial e...
TOP 6
Bets começam a repassar R$ 1,3 bilhão de saldos para os bancos
Devolução automática para 26,5 milhões de apostadores ocorrerá entre 9 e 14 de outubro pelas...
TOP 6
Autoridade europeia exige fim do uso de stablecoins fora do MiCA
Esma orienta reguladores a banir tokens não conformes até janeiro de 2027 e proíbe novas...
TOP 6
Coins.xyz pedirá licença ao BC para operar cripto e câmbio no Brasil
Plataforma das Filipinas quer licença de psav para expandir pagamentos internacionais com stablecoins e sistema...

Assine o CANTAnews

Não perca a oportunidade de saber todas as atualizações do mercado, diretamente no seu e-mail

Rolar para cima